Nísia Trindade é demitida do Ministério da Saúde; saiba quem assume a pasta

Nísia Trindade é demitida do Ministério da Saúde; saiba quem assume a pasta

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Antonio Dilson Neto

Ricardo Stuckert/PR

Publicado em 25/02/2025 às 19:09 / Leia em 3 minutos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu, nesta terça-feira (5), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, após insatisfação com a condução da pasta. Para o seu lugar, foi escolhido Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais e ex-titular da Saúde durante o governo Dilma Rousseff.

A posse está marcada para o dia 6 de março.

A decisão foi tomada após duas reuniões no Palácio do Planalto. No primeiro encontro, Lula comunicou a demissão à ministra em uma conversa reservada. Logo depois, o presidente se reuniu com Padilha para formalizar o convite. De volta ao Ministério da Saúde, Nísia convocou o secretário-executivo Swedenberger Barbosa para informá-lo sobre a troca no comando.

O Planalto divulgou nota oficial confirmando a mudança e agradecendo a Nísia pelo trabalho à frente da pasta. A ministra ainda não comunicou oficialmente sua equipe, mas marcou uma reunião para esta quarta-feira (6). A incerteza nos últimos dias levou setores do ministério a suspenderem agendas previamente marcadas.

” O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na tarde desta terça-feira, 25 de fevereiro, com a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Na ocasião, comunicou a ela a substituição na titularidade da pasta, que passará a ser ocupada pelo atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a partir da posse marcada para a quinta-feira, dia 6 de março.

O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério.”

A crise no Ministério da Saúde vinha se arrastando há semanas. Lula demonstrava insatisfação com o ritmo das entregas da pasta e a falta de articulação política. Um dos principais pontos de atrito foi o programa Mais Acesso a Especialistas, lançado há dez meses para ampliar consultas e exames na rede pública, mas que só atingiu 99% dos municípios brasileiros em fevereiro. O presidente vinha cobrando resultados mais ágeis e uma comunicação mais eficiente para a população.

Mesmo antes do anúncio oficial, a demissão de Nísia já era tema de debates internos e alvo de especulações. A ministra, primeira mulher a comandar a Saúde, foi escolhida por seu perfil técnico, especialmente após o desgaste da pasta na gestão Bolsonaro. No entanto, a falta de entregas estratégicas e a dificuldade de alinhamento com o Planalto enfraqueceram sua permanência.

Nesta manhã, antes da demissão, Lula e Nísia participaram juntos de um evento no Palácio do Planalto para oficializar a inclusão da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a cerimônia, o presidente evitou falar sobre a troca no comando da pasta, enquanto a ministra foi ovacionada pelo público presente.

A expectativa agora é sobre a transição da equipe. A tendência é que Padilha mantenha alguns nomes da atual gestão, como Estela Haddad (Saúde Digital), Felipe Proenço (Atenção Primária) e Adriano Massuda (Atenção Especializada).

A saída de Nísia acontece em um momento delicado para o governo, que enfrenta queda na popularidade, conforme apontou a última pesquisa Datafolha. Lula busca reforçar a imagem de um governo que entrega resultados, e a Saúde é vista como uma área fundamental para essa estratégia.

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