Regina Casé prestou uma homenagem à Dona Matilde, conhecida como Matildinha de Omolu, que morreu aos 102 anos. A atriz publicou um texto nas redes sociais nesta quarta-feira (21), no qual recordou a relação de carinho construída ao longo de décadas com a baiana.
Na publicação, a apresentadora destacou a dedicação de Matildinha à espiritualidade e o cuidado que ela sempre teve com sua família. “Dona Matilde, minha Matildinha, hoje com 102 anos, se encantou. Fico imaginando a chegada dela no Orum, aquela chuva de pipoca, e todo mundo que ela cuidou a vida toda agradecendo tanto amor, tanto axé, tanto cuidado”, escreveu.

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A atriz também lembrou como a amiga acompanhou seu pai, Geraldo Casé, que morreu em 2008, aos 80 anos, após lutar contra um câncer nas vias biliares. “Meu pai, que aparece aí, já morreu há 18 anos. Por aí, você tem ideia de quanto tempo ela cuida da nossa família. No hospital do Rio de Janeiro, ele recebia pipoca que ela mandava da Bahia. Porque o banho de pipoca, nas religiões de matriz africana, é um banho de cura, de limpeza, para afastar doença”, contou.
Regina ainda ressaltou o vínculo da amiga com seus filhos, Benedita e Roque, além do neto Brás. “É muito lindo pensar que o Brás, o Roque e a Benedita sempre foram cuidados por ela, desde pequenos. Aproveitamos muito esse amor, essa amizade”, declarou.

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Entre as recordações que guarda da centenária, a atriz destacou a comemoração de seus 100 anos. Na ocasião, Matildinha fez um pedido especial à amiga: queria música ao vivo para dançar durante a festa. A artista também contou que recebia mensagens frequentes da amiga. “Outra lembrança maravilhosa que eu trago dela é que quase todos os dias eu acordava com uma mensagem dela em vídeo. ‘E aí, Regis, tá tudo bem por aí? Omulu que lhe abençoe e cuide’. Mandava fotos dela… a coisa mais linda do mundo”, relatou.
Ao final da homenagem, Regina ressaltou que a partida de dona Matilde deixa saudades não apenas da amiga, mas também de tudo o que ela representava em termos de fé e cuidado com o próximo.
“A saudade que vou sentir da Matilde não é só de uma pessoa que dedicou sua vida a Omulu e levava seu tabuleiro de pipoca para a Igreja de São Lázaro há mais de 50 anos, como uma filha dedicada desse nosso pai. A falta que eu vou sentir é de um Brasil, de um mundo que cada vez sinto mais distante.Que lá de cima ela possa nos proteger e indicar os caminhos de axé e de bondade para que a gente siga acreditando. Viva Dona Matilde, meu amor!”, concluiu a atriz.

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