Novembro terá três chuvas de meteoros e fenômeno raro envolvendo a Lua

Novembro terá três chuvas de meteoros e fenômeno raro envolvendo a Lua

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Divulgação

Publicado em 02/11/2026 às 20:20

O céu de novembro terá uma sequência de fenômenos astronômicos que poderão ser observados no Brasil, incluindo três chuvas de meteoros, uma superlua e a ocultação de uma estrela pela Lua. O primeiro destaque está previsto para a madrugada desta terça-feira, 3 de novembro, quando Régulo, uma das estrelas mais brilhantes da constelação de Leão, desaparecerá temporariamente atrás do disco lunar. O fenômeno poderá ser acompanhado a olho nu em diferentes regiões do país, desde que as condições do céu permitam.

Conhecido como ocultação lunar, o evento ocorre quando a Lua passa à frente de um astro e bloqueia sua luz por alguns minutos. Régulo está a aproximadamente 79 anos-luz da Terra e continuará emitindo luz durante todo o fenômeno. A previsão é que o desaparecimento ocorra às 4h32 em Brasília, às 4h42 em São Paulo, às 4h44 em Belo Horizonte e às 4h40 em Curitiba. Em Manaus, o início está previsto para as 3h22, no horário local, com duração aproximada de 17 minutos. As regiões Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste estão entre as mais favorecidas para a observação. Um horizonte livre de obstáculos facilita o acompanhamento, e binóculos podem ajudar na visualização, embora o amanhecer possa dificultar o reaparecimento da estrela em algumas localidades.

A programação continua com as chuvas de meteoros. As Táuridas do Sul devem atingir o pico na noite de 4 para 5 de novembro e são conhecidas por meteoros relativamente lentos, que ocasionalmente apresentam grande brilho. Na madrugada de 11 para 12, será a vez das Táuridas do Norte. Ambas estão associadas a correntes de detritos relacionadas ao cometa Encke. Já as Leônidas terão seu pico entre as madrugadas de 17 e 18 de novembro, com previsão de 10 a 15 meteoros por hora em condições ideais. Formada por partículas deixadas pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle, a chuva ficou conhecida por tempestades intensas em determinados anos, mas não há previsão de um espetáculo dessa magnitude em 2026. As Alfa Monocerotídeas e as Oriônidas de Novembro também poderão atingir seus picos durante o mês, embora com condições menos favoráveis.

Outro evento previsto para novembro será a conjunção de Marte e Júpiter, em 16 de novembro. Os planetas aparecerão separados por aproximadamente 1,2 grau no céu, distância equivalente a pouco mais de duas vezes o diâmetro aparente da Lua cheia. O encontro poderá ser observado a olho nu durante a madrugada, com Marte apresentando uma tonalidade avermelhada e Júpiter aparecendo como um ponto bastante luminoso. Apesar da proximidade visual, os dois continuarão separados por milhões de quilômetros. No dia 30, a Lua também aparecerá próxima de Marte, Júpiter e Régulo. A superlua está prevista para 24 de novembro, quando a Lua cheia ocorrerá às 11h53, pelo horário de Brasília. O perigeu, ponto de maior aproximação da Lua com a Terra, será no dia 25. Nessa ocasião, o satélite poderá parecer ligeiramente maior e mais brilhante do que em uma Lua cheia comum, embora a diferença nem sempre seja perceptível a olho nu.

Vênus também estará entre os destaques do calendário. O planeta aparecerá próximo da Lua minguante em 7 de novembro e deverá alcançar seu maior brilho de 2026 por volta do dia 27, sendo mais facilmente observado antes do nascer do Sol. Mercúrio atingirá sua maior separação aparente do Sol em 20 de novembro, condição que favorecerá a observação matinal, embora com limitações em boa parte do Brasil. Urano, por sua vez, estará em oposição no dia 25, período favorável à observação com binóculos ou telescópios. Para acompanhar as chuvas de meteoros, a recomendação é procurar locais afastados da iluminação urbana e aguardar de 20 a 30 minutos para que os olhos se adaptem à escuridão. A Lua nova de 9 de novembro também favorecerá a observação dos meteoros, devido à menor luminosidade no céu. Os calendários da Nasa, do Observatório Real de Greenwich e do projeto brasileiro Céu Profundo reúnem informações e mapas para acompanhar os fenômenos astronômicos.

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