O gesto de fazer a letra “L” com as mãos, popularizado durante a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ultrapassou as fronteiras brasileiras e passou a ser utilizado por personalidades e políticos internacionais em manifestações associadas à resistência à extrema direita.
Após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado no último domingo (25), o gesto ganhou repercussão em atos políticos na Europa e na América Latina. Na Espanha, a política catalã Ada Colau incentivou participantes de um comício, em Madri, a fazerem o sinal.
“Pela esperança. Pela Palestina livre. Por Lula no Brasil. Pela Frente Ampla no dia 29 de novembro. Vamos ganhar, companheiras”, afirmou Colau.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também citou o resultado brasileiro como inspiração para as eleições gerais do país, previstas para 29 de novembro. “Se o Brasil pôde, a Espanha pode”, declarou, acrescentando que “a virada do progressismo global acaba de começar”.
Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, também fez o “L” com os dedos ao celebrar a vitória do brasileiro durante uma coletiva de imprensa. Ela classificou o resultado como um sinal de esperança para a região. “Muitos, muitos parabéns ao presidente Lula, ao povo do Brasil. É uma lufada de ar fresco para a América Latina e o Caribe”, afirmou.
Nas redes sociais, internautas também passaram a compartilhar imagens e comentários sobre o resultado das eleições brasileiras, associando o gesto a uma demonstração de apoio a Lula e à mobilização de setores progressistas contra a extrema direita. A repercussão internacional ampliou a presença do símbolo para além do contexto eleitoral brasileiro.