Barreiras, no oeste baiano, e Itaparica, na Baía de Todos-os-Santos, estão entre os dez destinos brasileiros em ascensão no Airbnb, segundo levantamento divulgado pela plataforma. A lista reúne cidades que vêm despertando o interesse dos viajantes e registrando crescimento nas reservas, em um movimento que amplia a procura por lugares fora dos principais circuitos turísticos do país.
Em Barreiras, o crescimento dos check-ins superou 130% de 2024 para 2025, de acordo com os dados apresentados pelo Airbnb. O município é uma das principais portas de entrada para as atrações naturais do oeste da Bahia, com cachoeiras, paisagens e atividades ligadas ao Rio Grande. A proximidade com Brasília também ajuda a explicar o perfil dos visitantes, que vêm principalmente da capital federal.
Já Itaparica se destaca pela combinação de praias tranquilas, fontes de águas termais e atmosfera de vila de pescadores. Localizada na Baía de Todos-os-Santos, a ilha fica a uma curta viagem de barco de Salvador e apresenta a maior média de permanência entre os dez destinos selecionados, de 3,5 noites por estadia.
O avanço do interesse por esses lugares ocorre em um contexto de expansão das viagens domésticas. Segundo o Airbnb, as reservas nos dez destinos selecionados cresceram, em média, quase 60% entre 2024 e 2025. Quase 80% dos hóspedes pertencem às gerações Z e Millennial, e a procura é impulsionada principalmente por brasileiros, com destaque para moradores das próprias capitais regionais e cidades próximas.
O levantamento também inclui destinos como Bananeiras, na Paraíba; Alto Caparaó, em Minas Gerais; Ubajara e Trairi, no Ceará; Piranhas, em Alagoas; Piúma, no Espírito Santo; Presidente Figueiredo, no Amazonas; e Goiás (ou Goiás Velho), no estado de mesmo nome. Em comum, os locais oferecem experiências ligadas à natureza, à cultura e à história, atraindo viajantes interessados em explorar regiões menos tradicionais do mapa turístico brasileiro.
A tendência dialoga com o impacto econômico das hospedagens por temporada em Salvador. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) com dados do Airbnb, a atividade movimentou mais de R$ 2,1 bilhões na economia da capital baiana em 2025, uma alta de quase 13% em relação ao ano anterior. O impacto incluiu mais de R$ 1,17 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB), quase R$ 589 milhões em renda e cerca de 13 mil postos de trabalho, além de mais de R$ 176 milhões em tributos.