As notas dadas na “Dança dos Famosos” voltaram a provocar discussão entre os participantes. Alexandre Borges recebeu críticas depois de dar 9,5 para Pedro Scooby e 9,7 para Junno Andrade. Ticiane Pinheiro foi uma das competidoras que se manifestaram sobre a função do júri artístico e defendeu que os avaliadores desse grupo tenham uma postura mais voltada ao incentivo.
Em um comentário no Instagram, a apresentadora afirmou que os participantes têm pouco tempo para preparar as apresentações e que o papel do júri artístico deveria ser diferente daquele exercido pelos especialistas técnicos. “Gente, mas jurado artístico está lá para aplaudir, para vibrar. Porque é muito difícil dançar algo perfeito em três dias de ensaio. Digo isso porque estou vivendo na pele. Todos arrasam demais, se esforçam demais. Deixe para o júri técnico definir. O júri artístico está lá para apoiar, levantar nossa autoestima. E divulgar seu novo trabalho”, escreveu.
Discussões envolvendo notas abaixo de 10 não são novidade no programa. Em 2017, Carolina Kasting foi criticada depois de dar 9 para Mariana Xavier e respondeu às reclamações na época: “Amada, todos revoltados com o meu 9, mas 9 é uma nota excelente. Jamais considerei ruim. Me perdoa”. Letícia Colin também provocou reações ao atribuir 9,8 a uma apresentação.
A cobrança também já chegou ao júri técnico. Carlinhos de Jesus, que participa da bancada do “Domingão” desde a primeira edição do quadro, defende que os ensaios e as avaliações façam parte do processo de evolução dos competidores. Em entrevista ao Extra, ele contou que já foi procurado por um famoso insatisfeito com uma avaliação. “Eu estou no ‘Dança’ desde a primeira edição. Já teve famoso que foi tirar satisfação comigo depois do programa (risos). Não vou dizer quem ou quando, mas essa pessoa não fala comigo até hoje. Eu não me importo. Quando você aceita ir para uma competição, você está disposto a ser avaliado, a melhorar”, afirmou.
Por esse motivo, Carlinhos também não concorda com a distribuição de notas máximas desde o início da competição. “Quem ganha ’10’ você não precisa fazer mais nada, chegou ao topo. Gosto também, no início da competição, de tirar décimos até para criar o espírito competitivo. ‘Vou mostrar para aquele jurado do que eu sou capaz de fazer'”.