Uma disputa envolvendo o espólio de Dolly Parton e um dos sobrinhos da cantora ganhou novos desdobramentos na Justiça. Bryan Seaver, que já trabalhou na segurança da artista, é acusado pelos administradores dos negócios de adotar uma série de medidas para dificultar o processo e de fazer ameaças relacionadas às atividades comerciais da família.
De acordo com documentos obtidos pela Rolling Stone, a empresa She’s Alive LLC, responsável pela administração do espólio, afirma que tentou entregar uma intimação a Seaver em três oportunidades. Em uma delas, o oficial de Justiça teria encontrado carros na propriedade, mas não conseguiu contato com ninguém.
Em uma tentativa posterior, a residência estaria cercada por fita de isolamento e arame farpado, estrutura que, segundo os representantes do espólio, teria sido usada para impedir a entrada do oficial. Uma fotografia da área foi anexada ao processo.
A ação também envolve acusações de uma suposta campanha de ameaças contra funcionários e parceiros comerciais ligados à marca de Dolly Parton. Os representantes da She’s Alive afirmam ainda que Seaver teria mencionado a possibilidade de criar um podcast para atingir relações comerciais da família.
Justiça já determinou restrições
A disputa começou quando Danny Nozell, empresário que trabalhou durante anos com Dolly e um dos responsáveis pela administração do espólio, acionou Seaver judicialmente e pediu uma ordem de restrição.
A Justiça determinou que ele mantivesse distância de funcionários e parceiros comerciais relacionados aos negócios da cantora e evitasse comportamentos considerados perturbadores ou assediadores.
Seaver, por sua vez, pediu mais tempo para contratar um advogado. Ele alegou que o profissional escolhido só poderia se reunir com ele em 5 de outubro. O prazo inicialmente estabelecido para contestar a ordem terminou em 2 de outubro.
Uma audiência sobre o pedido está prevista para sexta-feira (9), caso o tribunal não conceda antes a extensão solicitada.
Sobrinho trabalhou na segurança da cantora
A relação de Seaver com Dolly Parton também passa pela área profissional. Ele prestou serviços de segurança para a cantora por meio da empresa Squadron Augmented Protection Services (SAPS), que também é citada no processo.
Segundo uma correspondência apresentada pelos advogados da She’s Alive, Seaver foi afastado da função em 15 de setembro. O documento afirma que a decisão não interferiria no direito dele como beneficiário de um fundo fiduciário.
Seaver também foi responsável por anunciar publicamente a morte de Dolly Parton em 25 de agosto, em uma publicação nas redes sociais.
Em declaração anterior ao TMZ, ele contestou a interpretação dada às mensagens apresentadas no processo e afirmou que suas declarações foram retiradas de contexto.
As acusações ainda estão sendo discutidas judicialmente e não representam uma conclusão definitiva sobre a conduta de Seaver.