A Prefeitura de Salvador inaugura nesta quarta-feira (9), às 16h30, a Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador, que passará a funcionar na Casa das Sete Mortes, histórico casarão localizado na Rua do Passo, no Pelourinho.
Fechado ao público, o imóvel ganha uma nova função com a implantação da escola, que oferecerá formação gratuita para trabalhadores atuarem na recuperação, conservação e restauração de edificações históricas. A proposta alia a preservação do patrimônio à qualificação profissional e à geração de emprego e renda.
Além de preparar novos profissionais, a iniciativa prevê a transmissão dos conhecimentos de mestres dos ofícios tradicionais às novas gerações, contribuindo para preservar saberes relacionados a áreas como alvenaria, carpintaria, ferragem, cantaria e pinturas tradicionais.
Segundo a Prefeitura, a unidade será uma das poucas escolas do gênero no Brasil e terá proposta inédita no Nordeste. A expectativa é ampliar gradualmente a oferta de cursos relacionados aos diferentes ofícios empregados na conservação de imóveis históricos.
A escola contará com consultoria técnica do Instituto Pedra, organização especializada na preservação do patrimônio cultural e responsável pela criação da Escola de Ofícios Tradicionais de Mariana, em Minas Gerais.
A inauguração terá a presença do prefeito Bruno Reis e da presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield.

Salvador ganha escola gratuita de restauração de imóveis históricos na Casa das Sete Mortes
Casa das Sete Mortes carrega história e lendas no Pelourinho
Construída no século XVII, a Casa das Sete Mortes é um dos imóveis históricos do Pelourinho e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1943.
O casarão ficou conhecido como “Casa das Sete Mortes” ou “Sete Facadas” em referência a um episódio ocorrido em 1755, quando sete pessoas teriam sido assassinadas no local. O crime, cujo autor não teria sido identificado, está registrado no Arquivo Público da Bahia.
Ao longo dos séculos, o episódio também contribuiu para o surgimento de lendas em torno do imóvel, que agora passa a abrigar a Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador.