Infarto acontece 11 anos mais tarde na Bahia do que em São Paulo, aponta estudo

Infarto acontece 11 anos mais tarde na Bahia do que em São Paulo, aponta estudo

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Freepik

Publicado em 08/09/2026 às 10:21

Um estudo da Rede D’Or identificou uma diferença significativa na idade média de pacientes que sofreram infarto em diferentes regiões do Brasil. Enquanto em São Paulo os casos confirmados ocorreram, em média, aos 58 anos, na Bahia a idade média foi de 69 anos, uma diferença de 11 anos.

Realizado entre janeiro de 2025 e março de 2026, o levantamento analisou 4.921 pacientes atendidos com suspeita de infarto em 59 unidades da rede privada, distribuídas por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco. Ao todo, 2.194 casos tiveram o diagnóstico confirmado.

A Bahia aparece entre os estados onde o infarto foi registrado mais tarde. Os dados foram coletados em três unidades da Rede D’Or, todas em Salvador, e apontaram idade média de 69 anos entre os pacientes que tiveram o diagnóstico confirmado.

São Paulo apresentou a menor idade média do levantamento, com 58 anos, a partir de dados de 12 unidades localizadas em oito municípios. O Rio de Janeiro teve média de 62 anos, com 764 infartos confirmados, maior número absoluto entre as regiões analisadas. Na capital paulista, foram 572 casos confirmados.

Em seguida aparecem Distrito Federal, com média de 67 anos, Minas Gerais, com 67,5 anos, Bahia, com 69, e Pernambuco, com 70 anos. A comparação, porém, precisa ser vista com cautela, já que o número de unidades e municípios variou entre os locais e o levantamento considerou apenas pacientes atendidos na rede privada.

Mais de 70% dos pacientes analisados apresentavam pelo menos um fator de risco cardiovascular, sendo a hipertensão o mais frequente. Segundo Antônio Aurélio Fagundes, cardiologista e coordenador da UTI Geral do Hospital DF Star, da Rede D’Or, o resultado encontrado em São Paulo pode ter diferentes explicações. “Além dos riscos tradicionais, como hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol alto e sedentarismo, características da vida em São Paulo, como o estresse e a exposição à poluição, também podem contribuir”, explico ao Estadão.

O estudo, no entanto, não investigou as causas da diferença de idade entre os estados e, portanto, não permite afirmar que morar em São Paulo seja diretamente responsável por um infarto mais precoce. Os resultados também não representam necessariamente o conjunto da população brasileira, já que refletem o perfil de pacientes atendidos em unidades privadas da Rede D’Or.

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