Documentário sobre Elon Musk tem quase 4 horas de duração e usa IA; saiba mais

Documentário sobre Elon Musk tem quase 4 horas de duração e usa IA; saiba mais

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução

Publicado em 08/09/2026 às 19:30

Um documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk foi apresentado nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza, na Itália. Dirigido pelo cineasta americano Alex Gibney,Musk” acompanha a trajetória do empresário desde sua ascensão no setor de tecnologia até sua aproximação com a política. A produção também recorre à inteligência artificial para representar Musk. As informações são da CNN Brasil.

A relação do bilionário com Donald Trump e o espaço que passou a ocupar no cenário político dos Estados Unidos estão entre os principais temas abordados pela produção. Durante a apresentação do longa, Gibney afirmou que encontrou resistência de pessoas que, segundo ele, tinham receio de falar publicamente sobre Musk.

“Havia um enorme medo de falar, realmente um medo quase existencial, tanto entre as pessoas que o criticavam quanto entre seus colegas de negócios e seus amigos. Conversei com muitas, muitas, muitas, muitas pessoas que, com exceção de algumas das pessoas corajosas que estão aqui, se recusaram a falar”, disse Gibney antes da exibição de “Musk”

O diretor contou ainda que começou a desenvolver o documentário em 2023, ao lado da jornalista Zoë Schiffer e de Ashley St. Clair, ex-companheira de Musk e mãe de um de seus filhos. Segundo Gibney, a proposta inicial era produzir um filme mais curto. “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que ele se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, declarou Gibney.

Ainda de acordo com o diretor, Musk foi procurado para participar da produção, mas recusou o convite para uma entrevista. O bilionário também criticou publicamente o documentário. Em uma publicação no X, ele afirmou que Gibney seria tendencioso e que “obviamente iria fazer o artigo difamatório mais convincentemente terrível sobre mim que pudesse imaginar”.

Documentário aborda influência política de Musk

Segundo a CNN, o filme aborda episódios como a compra do Twitter, atual X, a atuação de Musk em iniciativas de redução de gastos do governo americano e sua relação com contratos federais. A produção questiona como esses movimentos contribuíram para ampliar a influência econômica e política do empresário.

Para representar Musk, o documentário utiliza uma versão criada por inteligência artificial, que reproduz declarações feitas pelo empresário ao longo dos anos. Questionado sobre a possibilidade de enfrentar uma ação judicial por causa da produção, Gibney afirmou: “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.”

O longa também acompanha a aproximação de Musk com o movimento político de Donald Trump, conhecido pela sigla Maga (Make America Great Again), e seu apoio a grupos e partidos de direita em outros países. Entre os exemplos citados está o partido alemão AfD (Alternativa para a Alemanha), que vem ganhando espaço na política do país.

“Acho que ele está perseguindo uma agenda global de direita, tanto por razões ideológicas quanto por motivos muito práticos e financeiros”, afirmou Gibney, acrescentando que Musk é “extremamente” perigoso para a democracia mundial.

Ashley St. Clair, que participa do documentário e afirma ter recusado um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões, cerca de R$ 203,4 milhões, após o fim do relacionamento com Musk, também falou sobre a relação entre os dois. “A relação mais complicada dele é com a verdade”, declarou ela. Em outro momento do filme, St. Clair resume sua avaliação sobre o empresário: “Elon é uma bomba nuclear”.

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