Setembro chegou à Bahia e, com ele, o tradicional “Caruru dos Sete Meninos” volta a ser um dos principais assuntos das rodas de conversa. O período é marcado por celebrações tradicionais que reúnem gastronomia, fé, ancestralidade e, claro, muita comida boa.
O costume está diretamente ligado às festividades de Cosme e Damião, santos católicos que, dentro do sincretismo religioso brasileiro, foram associados aos Ibejis, divindades gêmeas cultuadas nas religiões de matriz africana.
Como forma de homenagear os Ibejis, muitos fiéis passaram a oferecer o tradicional caruru, prato de origem afro-brasileira. A celebração, conhecida popularmente como “caruru de promessa” ou “caruru dos sete meninos”, segue um ritual especial.
Antes de a comida chegar aos adultos da festa, a tradição determina que ela seja oferecida a sete crianças.
Mas por que justamente sete?
Segundo a tradição, o número sete possui forte simbolismo e está associado, entre outros significados, à prosperidade, ao equilíbrio e aos caminhos abertos. O número aparece em diferentes rituais e também está presente nos nomes e manifestações de diversas entidades.
Foi seguindo essa simbologia que o número passou a fazer parte também da celebração popular do caruru. As sete crianças representam, simbolicamente, os Ibejis e ocupam um lugar especial no ritual.