Uma das propriedades mais valiosas do mercado imobiliário brasileiro está prestes a desaparecer da paisagem do Jardim Pernambuco, no Leblon, no Rio de Janeiro. A mansão que chegou a ser anunciada por R$ 220 milhões começou a ser demolida nesta quinta-feira (3) para dar lugar a um novo condomínio de altíssimo padrão.
Construída em 1986 pela família Amaral, antiga proprietária da rede de supermercados Disco, a residência seguia um estilo arquitetônico inglês e tinha seis suítes. Parte da estrutura já havia sido desmontada, e elementos da casa, como esquadrias de janelas, chegaram a ser colocados em leilão.
Agora, o terreno de 11,5 mil metros quadrados será transformado no Estância Pernambuco, um empreendimento residencial com apenas dez casas. A proposta mantém o perfil exclusivo da área, mas substitui a antiga mansão por propriedades independentes projetadas de acordo com o gosto dos futuros moradores.
O novo condomínio será desenvolvido pela Mozak e terá projetos assinados pelo arquiteto Thiago Bernardes, conhecido por trabalhos como o Museu de Arte do Rio (MAR) e projetos de ampliação do Instituto Moreira Salles e do Instituto Burle Marx.
Os dez terrenos terão valores a partir de R$ 19 milhões cada, reforçando o padrão de alto luxo do empreendimento.
A transformação encerra a história de uma das residências mais emblemáticas do Jardim Pernambuco. Durante décadas, a propriedade ocupou uma área privilegiada do Leblon e chamou atenção justamente pelas dimensões e pelo estilo arquitetônico pouco comum na região.
Com a demolição, o espaço passa por uma nova fase: em vez de uma única residência monumental, o terreno dará origem a dez casas de alto padrão em um dos endereços mais exclusivos do Rio de Janeiro.