Faroeste com Nanda Costa, “Maria de Maria” revela cartaz e estreia no Festival do Rio

Faroeste com Nanda Costa, “Maria de Maria” revela cartaz e estreia no Festival do Rio

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação

Publicado em 02/09/2026 às 12:51

O faroeste brasileiro “Maria de Maria”, estrelado por Nanda Costa e dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, fará sua première mundial na competição de longas de ficção do Festival do Rio. O filme, que acaba de revelar seu cartaz oficial, integra a Première Brasil e marca o segundo ano consecutivo da diretora na principal competição do festival.

Em 2025, Luiza participou da disputa com “Love Kills”, que recebeu o prêmio de Melhor Som. Agora, ela retorna ao evento com uma história ambientada no Brasil de 1940 e protagonizada por uma mulher marcada pela violência e pela resistência.

Na trama, Nanda Costa interpreta Maria, uma cangaceira que tem seu bando dizimado enquanto está grávida. Para sobreviver e dar à luz, ela foge para o Centro-Oeste, região que naquele momento estava no centro da chamada “Marcha para o Oeste”, política de ocupação e integração territorial do governo de Getúlio Vargas.

Longe do sertão, Maria tenta construir uma nova vida, mas encontra uma natureza indomável e um passado que continua a persegui-la. Para sobreviver nesse novo território, ela precisará reunir todas as suas forças.

O elenco também conta com João Campos, César Ferrario, Iara Campos e Antonio Grassi. A distribuição do longa nos cinemas será realizada pela O2 Play.

A ideia de fazer um faroeste brasileiro é antiga para Luiza Shelling Tubaldini. “Fazer um western no Brasil sempre foi uma vontade, cresci no interior vendo John Ford, Sérgio Leone, Fred Zinnemann e Sam Peckinpah na ‘Terça sem Lei’ que passava na TV, e sempre me perguntava o que seria se uma daquelas divas com figurinos enormes tomassem a liderança”, conta a diretora.

Luiza também vê em Maria uma personagem que representa diferentes histórias e origens brasileiras. ”O Brasil é feito de Marias, de todos os lugares, de todas as origens. Ter o privilégio de contar esta história de uma Maria com tanta garra e amor à terra, é uma forma que encontrei de honrar minha própria história, minha mãe e minhas origens. Além disso, ver um Brasil tão plural e tão único ao mesmo tempo, um país que mesmo entre suas contradições consegue encontrar um lugar de convivência, foi a força motriz que me inspirou”, declara a cineasta.

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