Dolly Parton, que morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, em Nashville, deixou um legado que vai muito além da música. Rainha incontestável do country, a artista também construiu ao longo da vida uma extensa trajetória filantrópica, e um dos capítulos menos lembrados dessa história envolve sua contribuição direta para o combate à pandemia de Covid-19.
Em 2020, Dolly doou US$ 1 milhão para pesquisas conduzidas pela Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, tornando-se uma das primeiras apoiadoras financeiras do desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 produzida pela Moderna. A doação ocorreu ainda nos primeiros meses da crise sanitária, período em que a corrida por um imunizante eficaz mobilizava governos, instituições científicas e also figuras públicas ao redor do mundo.
O gesto reforçou uma faceta da cantora que acompanhava sua carreira havia décadas: o compromisso com causas sociais. Antes da pandemia, Dolly já era conhecida por manter um programa de alfabetização infantil voltado a crianças em idade pré-escolar, presente em cinco países (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Irlanda). A iniciativa também concedia bolsas de estudo a estudantes do ensino médio no Tennessee, estado natal da artista.