Dia dos Solteiros: Salvador é a capital líder no número de ‘descasados’

Dia dos Solteiros: Salvador é a capital líder no número de ‘descasados’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Marina Silva / CORREIO

Publicado em 15/08/2026 às 16:07

O Dia do Solteiro, celebrado neste sábado (15) deveria ser feriado em Salvador visto que a cidade passou a ocupar a primeira posição entre as capitais brasileiras com o maior percentual de pessoas que já viveram em uma união e hoje estão separadas. Os dados fazem parte do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também apontam a capital baiana como a segunda do país com a maior proporção de pessoas que nunca viveram em união conjugal. Para o levantamento, o instituto considera como “descasados” aqueles que encerraram um casamento, união estável ou relação em que moravam juntos.

O estudo dividiu a população em três grupos: pessoas que viviam em união, aquelas que já viveram em união, mas não vivem mais, e quem nunca viveu nessa condição. Nessa classificação, relacionamentos em que o casal não mora junto podem ser enquadrados entre os que “nunca viveram em união”. Em Salvador, apenas 44,7% da população declarou viver em união conjugal, percentual superior apenas ao registrado em São Luís (MA), que teve 44,5%. Já o grupo dos que “não viviam, mas já viveram em união” alcançou 23,8% dos moradores, índice que levou a capital baiana da quarta colocação, em 2010, para a liderança nacional em 2022.

Embora Salvador apareça entre as capitais com maior percentual de pessoas que não vivem em união conjugal, outras cidades baianas registraram índices ainda mais elevados. Ipecaetá lidera o estado, com 38,2% da população nessa condição, seguida por Mansidão, com 37,9%, e Antônio Cardoso, com 37,3%. No sentido oposto, Feira da Mata apresenta a maior proporção de moradores vivendo em união conjugal, com 60%, à frente de Tabocas do Brejo Velho (59%) e Rio do Antônio (58,8%).

Os dados também mostram que, na Bahia, a maioria da população continua vivendo em união conjugal, equivalente a 48,6%. Ainda assim, o número de pessoas que já desfizeram uma união cresceu no estado, acompanhando a tendência nacional. O percentual passou de 15,6%, em 2010, para 20,4% em 2022.

O Censo também traçou um panorama das famílias baianas. Segundo o IBGE, o tipo de arranjo familiar mais comum no estado é formado por mulheres sem cônjuge vivendo com os filhos. Em relação à renda, quase oito em cada dez famílias tinham rendimento mensal familiar per capita de até um salário mínimo, equivalente a R$ 1.212 em 2022. Já os domicílios com renda superior a cinco salários mínimos por pessoa representavam apenas 1,9% do total.

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