‘Ciclone bomba’ coloca Brasil em alerta e ventania ameaça parte do país; saiba quais estado serão afetados

‘Ciclone bomba’ coloca Brasil em alerta e ventania ameaça parte do país; saiba quais estado serão afetados

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução/Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

Publicado em 06/08/2026 às 10:21 / Leia em 2 minutos

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acendeu o alerta máximo para a chegada de um “ciclone bomba” ao Brasil. O fenômeno começa a ganhar corpo a partir das 9h desta quinta-feira (6) e promete trazer uma combinação perigosa de temporais, queda de granizo e ventos severos para diferentes partes do país.

A região Sul será a mais castigada. O Rio Grande do Sul, Santa Catarina, o sul e o oeste do Paraná, além do sul de Mato Grosso do Sul, entraram em alerta de “perigo” para impactos significativos. Nestes locais, a previsão aponta para tempestades com raios e ventania passando dos 60 km/h, especialmente entre quinta e sábado.

Outras áreas do Sul, trechos de Mato Grosso do Sul e a fronteira entre Paraná e São Paulo também exigem cautela da população e já foram enquadradas no aviso de “perigo potencial”.

O sistema ganha força no trecho entre o Uruguai e o litoral gaúcho, mas seus efeitos vão alcançar o Sudeste. O Inmet explica que, mesmo com o olho do ciclone posicionado sobre o oceano, ele vai empurrar frentes frias com força em direção a São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A sexta-feira deve ser o dia de maior risco para os sudestinos. A ventania pode atingir velocidades entre 90 km/h e 110 km/h nas áreas litorâneas paulistas e fluminenses. No interior, cidades como Campinas e Ribeirão Preto, além de todo o sul mineiro, devem registrar ventos na faixa de 71 km/h a 90 km/h.

Como o fenômeno se forma

O termo “ciclone bomba”, tecnicamente conhecido como ciclogênese explosiva, pode assustar, mas explica exatamente a forma rápida e intensa como o sistema nasce.

Ele ganha essa classificação quando a pressão atmosférica despenca pelo menos 24 milibares no intervalo de apenas 24 horas, um processo que ocorre pelo choque brusco entre massas de ar muito frias e outras mais quentes.

No caso deste fim de semana, os meteorologistas preveem que a pressão central do ciclone caia de 967 hPa na sexta-feira (7) para cerca de 941 hPa no sábado (8), confirmando a formação explosiva e marcando o pico de intensidade do fenômeno.

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