Isabelle Drummond voltou a interpretar Emília, personagem que marcou sua infância na televisão, para anunciar a chegada da versão de 2001 de “Sítio do Picapau Amarelo” ao catálogo do Globoplay. A caracterização despertou a nostalgia dos fãs e abriu espaço para a atriz relembrar os bastidores da produção e revelar detalhes inéditos sobre sua escalação para a série.
Durante participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, Isabelle contou que tinha apenas cinco anos quando participou dos testes e sequer conhecia a obra. “Eu não tinha noção do que era, eu não conhecia o ‘Sítio’, eu tinha cinco anos, nem lia. Quem lia para mim os textos era minha mãe”, afirmou. Ela explicou ainda que, inicialmente, faria o teste para viver Narizinho, e não a boneca Emília.
Segundo a atriz, a mudança aconteceu porque a produção pretendia repetir o formato da versão anterior da personagem, interpretada por uma atriz adulta, como ocorreu com Dirce Migliaccio. “Eles pretendiam repetir o que foi a Emília (na versão anterior), uma adulta. A Dirce Migliaccio foi uma das (atrizes que interpretou a boneca). Eles achavam que era muito complicado, muito texto. Aí o Nelson Fonseca (produtor de elenco) viu, e eu era muito espevitada. Ele falou que eu tinha que fazer o teste e me mostraria para o (diretor, Roberto) Talma”, recordou.
Ela contou que recebeu o texto de Emília pouco antes da gravação do teste, decorou as falas rapidamente e acabou convencendo a equipe a mudar os planos. De acordo com Isabelle, o diretor Roberto Talma concluiu que seria necessário reconsiderar a ideia de escalar uma atriz adulta para o papel.
No mesmo programa, ao responder a uma pergunta de Lázaro Ramos sobre o comportamento durante as gravações, a atriz admitiu que a energia da infância muitas vezes tomava conta dos bastidores. “Muito, a ponto de atrapalhar. Depois eu fiquei calma, né. Eu era uma criança… Os corredores da Globo sabem. Eu era muito agitada. Minha mãe diz que eu botava a peruca (da personagem) e ficava mais doida ainda. Eu entrava intuitivamente. Acho que eu pensava que aquilo ali era permitido. A Emília falava o que vinha na cabeça e eu encarnei aquilo, falava também o que vinha na cabeça”, disse, entre risos.