Durante os cinco dias da Festa Literária Internacional do Pelourinho, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira não vai cobrar ingresso. A medida, viabilizada por uma parceria com o Instituto Motiva, aproveita o pico de visitantes que o festival literário costuma atrair ao Centro Histórico para colocar o acervo afro-brasileiro do museu ao alcance de mais gente.
Quem aproveitar a gratuidade ainda encontra os dias finais de Inclassificáveis; a mostra fecha justamente no dia 9. Assinada por Jamile Coelho e Jil Soares, ela reúne perto de 100 peças que ficaram fora do Brasil por mais de três décadas antes de retornar à Bahia, produzidas por artistas ligados a três escolas de arte baianas: a de Escultores de Cachoeira, a do Pelourinho e a de Artífices da Ladeira da Conceição. O recorte da curadoria discute como a produção artística negra foi rotulada e deixada à margem dentro da história oficial das artes no país, e o percurso pelo museu está dividido em três blocos temáticos.
Outra novidade do período é a estreia do Jardim das Esculturas, espaço externo que passa a abrigar Padê Onã – Encontrar Caminhos, do artista Sandro Àiyé. As sete esculturas foram esculpidas em madeira retirada de casarões antigos do próprio Centro Histórico, e o jardim que as recebe também funciona como meliponário, dedicado à preservação de abelhas nativas, juntando pauta ambiental e artística num único espaço.
Entre exposições, ações educativas e portas abertas sem custo, o Muncab usa a Flipelô como vitrine para reforçar sua função de guarda e divulgação da cultura afro-brasileira num dos pontos mais movimentados do turismo cultural de Salvador.