A exposição “Abelha Rainha – Vida, Música, Amor e Poesia” será inaugurada nesta quarta-feira (22), às 19h30, no ME Ateliê da Fotografia, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. Com entrada gratuita, a mostra presta homenagem aos 80 anos de Maria Bethânia, reunindo obras de 25 artistas visuais e fotógrafos inspiradas na trajetória, na música, na poesia e na força simbólica de uma das maiores intérpretes da cultura brasileira. A exposição poderá ser visitada entre 24 de julho e 24 de setembro, de sexta a domingo, das 16h às 19h.
Natural de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, Maria Bethânia construiu uma carreira marcada pela união entre música, literatura, performance e espiritualidade. Sua obra dialoga com a ancestralidade afro-brasileira, a oralidade, a memória e a identidade cultural, elementos que inspiram a exposição.

Izabel Andion
As obras percorrem temas como ancestralidade, feminilidade, literatura, espiritualidade, pertencimento e memória, propondo diferentes leituras sobre a artista que transformou a interpretação em linguagem própria. O legado da cantora ganha forma por meio da fotografia, pintura, desenho, cerâmica e outras linguagens visuais.
Idealizador do ME Ateliê da Fotografia e curador da mostra, o fotógrafo Mário Edson destaca que a proposta vai além da representação da imagem da artista. “Esta coletiva nasce em tributo aos seus 80 anos. Mais do que retratar sua imagem, a proposta é mergulhar em sua trajetória, nas canções que marcaram gerações, nas interpretações que eternizaram versos de poetas e compositores e na força simbólica de uma mulher que fez da arte um exercício permanente de sensibilidade e resistência”, afirma.

Wagner Lacerda
A exposição reúne participações especiais de Roberto Faria, fundador da Escola Baiana de Fotografia, Luiz Bhering, da City Polytechnic School of Arts and Designer, de Londres, e da artista Preta, além de outros 22 nomes das artes visuais, entre eles Ana Kruschewsky, Bianca Branco, Cláudio das Virgens, Franklin Jazz Viana, Izabel Andion, Juli Gomes, Juray Castro, Leo Furtado, Marianna Pedreira, Manuela Hereda, Pablo Araújo, Rodrigo Nery, Suy Andrade e Wagner Lacerda.
Cada artista foi convidado a construir sua própria leitura sobre Bethânia, revelando diferentes aspectos de sua presença cênica e potência poética. Com mais de seis décadas de carreira e mais de 30 álbuns lançados, Maria Bethânia consolidou-se como uma das vozes mais importantes da Música Popular Brasileira. A exposição propõe um percurso por sua dimensão artística e simbólica, reunindo imagens, formas, cores e memórias para celebrar sua influência permanente na música e na cultura do país.