A Copa do Mundo de 2026 tem rendido assuntos que vão muito além das quatro linhas. Entre eles está o termo WAG, usado para se referir às esposas e namoradas de jogadores de futebol. A expressão voltou aos holofotes após a médica Isabella Rousso, noiva do atacante Gabriel Martinelli, demonstrar incômodo com o apelido nas redes sociais.
A reação aconteceu depois de uma brincadeira feita pela influenciadora Gabrielle Figueiredo, esposa do zagueiro Gabriel Magalhães. Em resposta, Isabella fez questão de destacar sua profissão: “Não me chame de WAG! Me chame de MÉDICA”, escreveu.
A sigla WAG vem da expressão em inglês wives and girlfriends (“esposas e namoradas”) e passou a ser amplamente utilizada pela imprensa britânica nos anos 2000 para identificar as companheiras de jogadores de futebol.
O termo ganhou projeção internacional durante a Copa do Mundo de 2006, quando as parceiras da seleção inglesa, como Victoria Beckham, passaram a receber grande atenção da mídia. Com o tempo, a expressão se popularizou e passou a ser usada para se referir às companheiras de atletas de diversas modalidades.
Apesar disso, o termo também recebe críticas por reduzir mulheres à condição de parceiras dos jogadores, ignorando suas carreiras e trajetórias pessoais. No Brasil, a comparação mais próxima seria “maria chuteira”, expressão considerada pejorativa justamente por carregar esse mesmo estereótipo.