Xilogravuras de J. Borges estampam latas colecionáveis de queijo do reino no São João

Xilogravuras de J. Borges estampam latas colecionáveis de queijo do reino no São João

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação

Publicado em 27/05/2026 às 16:38 / Leia em 2 minutos

Em um encontro entre tradição gastronômica e arte popular nordestina, a marca Jong lançou uma edição limitada de latas de queijo do reino estampadas com xilogravuras de J. Borges para o período junino. A coleção traz quatro artes inspiradas no universo do mestre pernambucano e estará disponível entre maio e julho em todo o Nordeste.

Símbolo tradicional do queijo do reino, a lata surgiu originalmente como forma de conservação do produto, mas acabou se transformando em objeto afetivo e colecionável em muitas casas nordestinas. Nesta edição, as embalagens ganham ilustrações com cenas de festejos, cotidiano e elementos típicos da cultura popular.

“Esta não é apenas uma embalagem colecionável, mas um encontro de legados. É um projeto de construção conjunta que leva a autenticidade da nossa arte para dentro das festas de São João em todo o Nordeste”, afirma Gustavo Couceiro, gerente executivo da marca Jong.

A iniciativa também marca um momento importante para a preservação da obra de José Francisco Borges (1935–2024), reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco e considerado por Ariano Suassuna um dos maiores nomes da gravura popular nordestina. Ao longo de mais de seis décadas, J. Borges produziu centenas de folhetos de cordel e xilogravuras que retratam o sertão, as festas populares, as crenças e o cotidiano do povo nordestino.

Desde a morte do artista, em julho de 2024, a família tem investido em ações para manter vivo seu legado em Bezerros, no Agreste pernambucano, por meio de exposições, festivais e novas parcerias. “Para nós, esta parceria é uma forma viva de honrar o desejo de J. Borges de ver sua arte nos braços do povo. A lata do queijo do reino é um símbolo de celebração nas casas nordestinas e unir esse ícone à xilogravura é transformar o cotidiano em um momento de apreciação cultural”, afirma Pablo Borges, filho do artista.

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