Governo Federal transfere recursos de dinheiro esquecido para programa Desenrola 2.0, mas cidadãos ainda podem resgatar bilhões de reais

Governo Federal transfere recursos de dinheiro esquecido para programa Desenrola 2.0, mas cidadãos ainda podem resgatar bilhões de reais

Redação Alô Alô Bahia

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Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Publicado em 27/05/2026 às 08:44 / Leia em 3 minutos

Os brasileiros ainda possuem a chance de recuperar uma parte do dinheiro esquecido nas instituições financeiras, embora uma parcela significativa já tenha sido transferida para o programa Desenrola 2.0. O Ministério da Fazenda informou que R$ 5,7 bilhões foram repassados ao Fundo de Garantia de Operações com o objetivo de garantir a renegociação de dívidas da população contra eventuais calotes.

Com base no balanço divulgado pelo Banco Central no mês de março, o montante total abandonado nos bancos era de R$ 10,6 bilhões, o que significa que os clientes ainda podem resgatar cerca de R$ 4,9 bilhões.

Do valor total original, R$ 8,13 bilhões pertenciam a 45,3 milhões de pessoas físicas e R$ 2,43 bilhões eram direito de pouco mais de 5 milhões de empresas. O governo já havia adiantado no início deste mês que usaria entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões para viabilizar a nova etapa do programa de renegociação.

Para os cidadãos que tiverem recursos transferidos ao fundo público, será lançado um edital de chamamento. Após a publicação do documento, os clientes terão prazo de 30 dias corridos para contestar a transferência. Decorrido esse tempo, os valores não reclamados serão incorporados definitivamente ao Fundo de Garantia. O Ministério da Fazenda argumenta que o recurso passará a gerar benefícios para todo o sistema financeiro e para as famílias endividadas.

O único canal oficial para consultar e solicitar a devolução de cifras de pessoas físicas, empresas ou cidadãos falecidos é o endereço eletrônico do Sistema Valores a Receber. A liberação via Banco Central exige o fornecimento de uma chave Pix, e, caso o cliente não possua o cadastro, é necessário contatar a instituição financeira diretamente.

Para os casos de pessoas falecidas, o resgate deve ser feito por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal mediante o preenchimento de um termo de responsabilidade. O acesso ao sistema passou por mudanças de segurança e agora exige uma conta no portal Gov.br de nível prata ou ouro com a verificação em duas etapas ativada por meio de um código gerado no aplicativo oficial.

Desde o mês de maio do ano passado, o Banco Central também disponibiliza a adesão facultativa à solicitação automática de resgate. A opção é exclusiva para pessoas físicas que possuem a chave Pix do tipo CPF. O crédito é feito diretamente na conta sem aviso prévio do órgão.

As instituições que não aderiram ao termo de devolução automática continuarão exigindo o pedido manual, regra que também se aplica aos valores oriundos de contas conjuntas. As autoridades alertam que o governo não entra em contato por ligação ou por mensagem para solicitar dados pessoais e pedem a máxima atenção da população para evitar fraudes.

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