A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, causou grande comoção nas redes sociais neste fim de semana. O influenciador fitness foi encontrado morto no último sábado (23), em São Paulo.
Segundo informações iniciais, a principal suspeita é de que o atleta tenha feito uso de insulina em busca de melhores resultados nos treinos. O caso, no entanto, ainda será investigado pelas autoridades.
Nas semanas anteriores à morte, Ganley publicou vídeos em que relatava mal-estar após utilizar insulina como parte da estratégia para ganho muscular. Em uma das gravações, o influenciador contou ter sofrido “confusão mental” e precisado de ajuda de um amigo depois da aplicação do hormônio. O conteúdo voltou a circular após a confirmação da morte e passou a ser analisado por fãs e especialistas.
A insulina é um hormônio usado no tratamento de diabetes, mas também aparece de forma irregular em protocolos de fisiculturismo para acelerar o armazenamento de glicose e favorecer hipertrofia muscular. Médicos ouvidos pela imprensa alertaram que erros de dosagem ou atrasos na alimentação podem causar hipoglicemia severa, quadro em que o açúcar no sangue cai perigosamente. Em casos extremos, isso pode levar a convulsões, coma e morte.
Além da rotina de musculação, Gabriel Ganley produzia vídeos sobre preparação física, alimentação e uso de substâncias voltadas ao alto rendimento esportivo. Reportagens publicadas após a morte apontam que ele falava abertamente sobre hormônios e medicamentos ligados ao desempenho físico, prática comum em parte do universo do fisiculturismo competitivo.
A causa oficial da morte ainda depende de exames periciais. Enquanto o laudo não é divulgado, o caso reacendeu o debate sobre o uso indiscriminado de insulina e anabolizantes fora de indicação médica, especialmente entre jovens atletas e influenciadores fitness.