Com o tema “Reconhecemos justa toda forma de amor e de existência”, a cidade do Rio de Janeiro vai receber, no dia 22 de novembro, a 31º edição da Parada do Orgulho LGBTI+. O evento acontece na praia de Copacabana e trará para o debate os direitos conquistados pela comunidade LGBTI+, como os 15 anos de reconhecimento da união civil entre casais homoafetivos, a criminalização da LGBTfobia e o direito de pessoas transexuais e travestis a retificação do nome.
Para o ativista Claudio Nascimento, presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, instituição que organiza a Parada do Orgulho no Rio, o objetivo é celebrar as conquistas e conscientizar sobre os direitos, sem perder de vista as reivindicações políticas.
Em 2025, o evento levou centenas de milhares de pessoas, com mais de 100 atrações e 15 trios elétricos para a Avenida Atlântica. Esse ano, a Parada aposta em novas iniciativas e um calendário de atividades para engajar a comunidade.
Programação
A 31ª Parada do Orgulho LGBTI+ Rio pretende movimentar a cidade com mais de 30 eventos até novembro, unindo cultura, cidadania e direitos humanos.
Dando início aos trabalhos, acontece nesta segunda-feira (25), no Teatro Carlos Gomes, o sarau “Memórias dos afetos, herança de nossos amores e de nossas lutas”. O encontro apresentará a história de cinco casais LGBTI+, que vão compartilhar com o público suas memórias e experiências.
Entre os convidados, estão a vereadora Mônica Benicio, viúva da então vereadora Marielle Franco, que foi assassinada em 2018; e Claudio Nascimento, viúvo de Adauto Belarmino, com quem realizou o primeiro casamento público gay do Brasil em 1994.
As atividades vão abordar diferentes eixos temáticos ligados à promoção da cidadania LGBTI+, ampliando o alcance das discussões sobre inclusão, cultura e representatividade por meio de ações artísticas e institucionais.