As torcidas organizadas Bamor, do Bahia, e Os Imbatíveis, do Vitória, estarão submetidas a restrições durante os próximos seis meses em eventos esportivos. A medida, determinada pelo Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe) em alinhamento com o Ministério Público da Bahia (MPBA), passa a valer a partir de quinta-feira (3).
Durante o período, os integrantes das organizadas estarão proibidos de utilizar bandeiras, faixas, cartazes, vestimentas, instrumentos musicais ou outros elementos que permitam a identificação dos grupos em eventos esportivos.
A decisão foi adotada após episódios de violência registrados durante o último clássico Ba-Vi, realizado no dia 23 de agosto. As restrições serão válidas para eventos esportivos de âmbito estadual, regional, nacional e internacional.
A medida foi formalizada durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (2), na sede do Bepe, com a participação da promotora de Justiça Thelma Leal, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Consumidor (Ceacon), do comandante do batalhão, tenente-coronel Carlos Flávio Góes Farias, e de representantes das duas torcidas organizadas.
Segundo o MPBA, a determinação considera a reincidência de episódios de violência envolvendo integrantes dos grupos. As medidas têm respaldo na Lei Geral do Esporte e nos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados em 2022 entre o Ministério Público e as torcidas organizadas.
Os acordos estabelecem medidas para prevenção e combate à violência em eventos esportivos e preveem advertências e suspensão do acesso a partidas em casos de tumultos ou situações que comprometam a ordem pública.