Max Verstappen continuará na Red Bull até 2030. O tetracampeão mundial renovou o contrato com a equipe austríaca e ampliou por dois anos o vínculo que anteriormente tinha validade até 2028. O acordo encerra os rumores sobre uma possível saída antecipada do piloto e confirma mais um nome no grid da Fórmula 1 para 2027.
“Estou muito satisfeito com a renovação do meu contrato. Contamos com as melhores pessoas aqui e estou animado para continuar trabalhando junto com todos para voltarmos ao topo novamente. Esse continua sendo o objetivo final pelo qual todos nós temos trabalhado e continuaremos buscando. Quero agradecer à Red Bull, ao Laurent e a todos pela confiança que depositaram em mim. Sempre disse isso: a equipe é como uma segunda família para mim e me sinto muito à vontade aqui. Cheguei à equipe com a esperança de poder vencer corridas. O que conseguimos alcançar juntos tem sido simplesmente maravilhoso; compartilhamos muitos momentos incríveis e conquistamos quatro Mundiais. Continuar essa jornada com a mesma equipe com a qual estive durante toda a minha carreira é realmente especial e algo que sempre quis fazer”, afirmou Verstappen.
O anúncio acontece na semana em que o holandês disputa, diante da torcida local, sua última corrida no GP da Holanda pelos próximos anos. A etapa, que voltou ao calendário da Fórmula 1 em 2021, deixará a programação da categoria.
A trajetória de Verstappen com a estrutura da Red Bull começou em 2015, quando ele estreou na Fórmula 1 pela Toro Rosso, atual Racing Bulls. Depois de uma temporada na equipe, foi promovido à Red Bull e venceu logo em sua primeira corrida pelo novo time. Após conquistar mais nove vitórias até 2020, o holandês alcançou o primeiro título mundial em 2021 e emendou outros três campeonatos, tornando-se tetracampeão.
A situação mudou a partir de 2024. A Red Bull perdeu o título de construtores para a McLaren e enfrentou uma crise interna após acusações de conduta imprópria envolvendo Christian Horner, então chefe de equipe. Nos anos seguintes, o time perdeu profissionais como Adrian Newey, Jonathan Wheatley, Lee Stevenson e Will Courtenay. Horner acabou demitido no ano seguinte, enquanto Helmut Marko se aposentou.
Com a perda de competitividade, Verstappen passou a ser ligado a outras equipes. No ano passado, surgiram rumores sobre uma possível transferência para a Mercedes, mas o piloto decidiu permanecer. Em 2026, o descontentamento do holandês aumentou em meio ao novo regulamento de motores, ao maior protagonismo do sistema elétrico e à queda de desempenho da Red Bull, que se tornou a quarta força da categoria.
Segundo o “Bild”, o contrato de Verstappen previa uma cláusula que poderia ser acionada em caso de mau desempenho, desde que ele terminasse o campeonato de pilotos abaixo da segunda colocação após o GP da Hungria, disputado em 26 de julho. Sétimo colocado e sem possibilidade de alcançar a vice-liderança antes da etapa, o tetracampeão poderia se beneficiar da condição. Ainda assim, optou por renovar o contrato e permanecer na Red Bull até 2030.