Aos 20 anos e 68 dias, Kimi Antonelli entrou para a história da Fórmula 1 ao se tornar o campeão mundial mais jovem da categoria. O piloto italiano da Mercedes garantiu o título após terminar em terceiro lugar no GP do México, disputado no último domingo (1º), superando a marca que pertencia a Sebastian Vettel, campeão em 2010 aos 23 anos e 134 dias.
O sucesso nas pistas também aparece nas estimativas sobre seu patrimônio. Segundo o site Celebrity Net Worth, Antonelli possui uma fortuna avaliada em US$ 18 milhões, aproximadamente R$ 97,6 milhões. O levantamento, publicado em junho de 2026, considera salários pagos pela Mercedes, premiações por desempenho e contratos de patrocínio. A estimativa, porém, foi divulgada antes da conquista do campeonato mundial.
Apesar da pouca idade, o italiano tem uma ligação antiga com a história do automobilismo e, especialmente, com Ayrton Senna. Nascido 12 anos depois da morte do brasileiro, Antonelli conheceu suas principais atuações por meio de gravações de corridas antigas. Em entrevista ao site oficial da Mercedes, contou que assistia a DVDs de temporadas anteriores da Fórmula 1 e ficou impressionado com o desempenho do tricampeão.
A admiração também levou o jovem piloto a procurar mais informações sobre a trajetória de Senna por meio de um documentário e de uma série biográfica. Antonelli guarda um autógrafo original do brasileiro, recebido de um amigo que acredita que a assinatura seja de 1984, ano em que Senna estreou na categoria. No GP do Brasil do ano passado, o italiano também visitou o túmulo do ídolo, em São Paulo.
A homenagem a Senna aparece até na identificação do carro da Mercedes. Antonelli escolheu competir com o número 12, o mesmo utilizado pelo brasileiro na Lotus e durante a conquista de seu primeiro título mundial, em 1988, pela McLaren. O italiano já utilizava essa numeração nas categorias de formação e decidiu mantê-la ao chegar à principal categoria do automobilismo.
Com o campeonato garantido, Antonelli desembarca no Brasil para disputar o GP de São Paulo, marcado para domingo (8), no Autódromo de Interlagos. A conquista também encerrou um longo intervalo para o automobilismo italiano: o país voltou a ter um campeão mundial de Fórmula 1 após 73 anos. Antes do piloto da Mercedes, o único italiano a alcançar o título havia sido Alberto Ascari, em 1953.