Durante décadas, Sérgio Chapelin esteve entre os rostos mais conhecidos do jornalismo brasileiro. O apresentador comandou atrações importantes da TV Globo, passou pelo Jornal Nacional e se tornou uma das principais figuras do Globo Repórter, onde ficou marcado pelas grandes reportagens exibidas às sextas-feiras.
Essa rotina chegou ao fim em 2019, quando o jornalista decidiu se aposentar definitivamente. Depois de anos diante das câmeras, Chapelin optou por reduzir o ritmo e buscar uma vida mais tranquila, com mais tempo para a família e para atividades pessoais.
Inicialmente, a mudança aconteceu no interior de Minas Gerais. O jornalista foi morar com a esposa, Regina, em uma chácara localizada em Itanhandu, no sul do estado. Ele já tinha uma propriedade na região desde 1974 e passou a viver no interior após deixar a televisão.
A experiência, porém, ficou para trás. Em entrevista à Veja, em janeiro de 2026, Chapelin contou que vendeu o sítio e voltou a morar no Rio de Janeiro. Hoje, aos 85 anos, ele vive em Copacabana e aproveita justamente a possibilidade de passar despercebido pelas ruas.
“A minha vida mudou muito em pouco tempo. Desde 1974, eu tinha propriedade no sul de Minas. E eu estava morando no interior desde 2019, mas, de repente, me desfiz de tudo. Vendi o sítio em Itanhandu e hoje vivo em Copacabana, o paraíso dos velhinhos. Sou um velhinho que caminha no calçadão e a que ninguém dá bola. É uma maravilha”, contou.
O anonimato conquistado na nova rotina também tem relação com o visual. A barba branca e o boné, segundo o próprio jornalista, ajudam a evitar que seja reconhecido enquanto circula pelo bairro.
“Minha barba branca e meu bonezinho são hoje o meu disfarce. Quero entrar no mercado, na padaria, caminhar tranquilamente. Copacabana é uma confusão. E quero ser mais um na multidão”, afirmou à revista.
Sem a agenda de televisão, Chapelin adotou hábitos simples. Todos os dias, ele costuma caminhar pela praia enquanto a esposa pratica canoa havaiana no Posto 6. Depois, dedica parte do tempo a atividades culturais e ao entretenimento em casa.
“Simples. Todo dia caminho na praia enquanto minha mulher rema de canoa havaiana no Posto 6”, relatou.
A escolha por Copacabana também teve influência de Regina, que considera o bairro dono da praia mais bonita. Depois das caminhadas, Chapelin costuma pesquisar no iPad e, à noite, assistir a filmes e séries. Na entrevista, contou que estava acompanhando a produção policial sueca “A Grande Descoberta”.
“Escolhemos morar em Copacabana porque a Regina [esposa] diz que é a praia mais linda que existe. Depois de caminhar, fico pesquisando no iPad. Após o jantar, vejo um filmezinho ou uma série. Agora estou assistindo à série policial sueca A Grande Descoberta. E ponto. Estou feliz da vida. Já ralei bastante”, afirmou.