A deputada federal Érika Hilton (PSOL), reeleita por São Paulo, foi o grande destaque do ato pró-Lula que reuniu uma multidão nesta quarta-feira (21), na sede do Partido dos Trabalhadores, no Rio Vermelho, em Salvador. Batizado de “Samba da Democracia”, o encontro contou com lideranças da esquerda baiana, como o deputado estadual eleito Kléber Rosa (PSOL), e apresentação do grupo Mulheres de Itapuã. Em sua terceira edição, a iniciativa teve como foco a mobilização de mulheres em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Antes do ato, Érika concedeu uma entrevista coletiva e avaliou o cenário das eleições presidenciais, destacando a importância de pautas das quais participou, como a proposta de encerramento da escala 6×1. “Não se trata de amar, de gostar, não, se trata de entender que esse é o Brasil possível para nós”, definiu, ao defender o apoio a Lula na disputa.
A parlamentar também respondeu sobre a possibilidade de disputar a Presidência da República futuramente. “A gente está falando de um país ainda extremamente LGBTfóbico, um país que ainda é profundamente racista, um país que ainda trata a presença do meu corpo na política com muita hostilidade, com muito ódio, com muita violência”, afirmou. Ao lembrar o processo vivido pela ex-presidente Dilma Rousseff, Érika reconheceu os desafios dessa perspectiva, mas destacou o significado de ver uma mulher negra e travesti ser apontada como uma possível ocupante do Palácio do Planalto.
Para a deputada, essa possibilidade ajuda a reconstruir a esperança de uma população historicamente afastada dos espaços de poder. “Eu estimulo essa vontade porque o sonho também é um privilégio. Poder sonhar também é um privilégio. E nós, durante muitos anos não tivemos esse privilégio”, declarou.
Érika também ressaltou a recepção que tem encontrado nas mobilizações pela reeleição de Lula, especialmente entre jovens e setores da esquerda:“Eu rodei muitos estados do país nesse segundo turno, rodei muitas cidades do interior do meu próprio estado e não teve nenhuma cidade ou estado que eu não fosse que eu não fosse recebida pelas pessoas. E eu estou dizendo de multidões de massa, de gente que estava lá para defender o país, para defender o futuro, para a reeleição do presidente Lula”.