A atriz Isabel Teixeira, conhecida por seus trabalhos na televisão, revelou que convive com a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer. Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (18), ela contou que descobriu a alteração em 2019, depois de investigar o histórico da doença na família.
A mãe da artista morreu de câncer em 2006, enquanto a avó havia falecido um ano antes, também em decorrência da doença. Diante dos casos familiares, Isabel decidiu realizar exames para entender se havia uma predisposição genética. Ao receber o diagnóstico, ficou abalada. “Num primeiro momento, eu fiquei sem chão”, relatou.
A síndrome está relacionada a alterações no gene TP53, responsável por produzir uma proteína que ajuda a impedir a multiplicação descontrolada de células. Quando esse mecanismo de proteção é comprometido, o risco de desenvolver tumores aumenta. A condição pode ser transmitida de pais para filhos, mas ter a alteração genética não significa que a pessoa necessariamente terá câncer.
Após a descoberta, Isabel adotou mudanças na rotina, deixou de fumar, interrompeu o consumo de bebidas alcoólicas e passou a praticar atividades físicas. A atriz também optou pela retirada preventiva das mamas como medida para reduzir os riscos associados à síndrome.
Outra preocupação envolveu os filhos. Segundo a entrevista, os testes genéticos mostraram que o filho não herdou a alteração, enquanto a filha recebeu resultado positivo. A descoberta representou um novo impacto emocional para a família.
A identificação da síndrome permite que pacientes recebam acompanhamento médico específico e façam exames periódicos para investigar possíveis tumores precocemente. Especialistas destacam que o histórico de câncer em diferentes parentes pode ser um sinal importante para buscar avaliação genética.
Ao falar sobre a convivência com a condição, Isabel ressaltou que conhecer o risco não significa viver paralisada pelo medo. “Talvez eu tenha câncer. Esse é um medo que não me paralisa, porque eu acredito que a prevenção também é cura”, afirmou.