Análise: Bahia falha na saída de bola, perde o controle do meio-campo e é dominado pelo Flamengo na Fonte Nova

Análise: Bahia falha na saída de bola, perde o controle do meio-campo e é dominado pelo Flamengo na Fonte Nova

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 19/10/2026 às 09:48

O Bahia sofreu uma derrota por 3 a 0 para o Flamengo neste domingo (18), na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jorginho, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá marcaram os gols da partida, que encerrou a invencibilidade recente do Tricolor como mandante. Com 49 pontos, a equipe de Rogério Ceni caiu para a sétima posição e perdeu terreno na disputa por uma vaga direta na Libertadores.

Erros na saída de bola tiraram do Bahia sua principal característica

O principal problema do Bahia não foi apenas a superioridade técnica do Flamengo, mas a incapacidade de executar seu próprio modelo de jogo. Acostumado a construir jogadas com passes curtos e participação dos meio-campistas, o Tricolor encontrou dificuldades desde os primeiros minutos para superar a marcação adversária.

Os erros de passe nas proximidades da própria área comprometeram a circulação da bola. Acevedo teve dificuldades na organização, enquanto Jean Lucas e Rodrigo Nestor receberam poucas oportunidades de conduzir o jogo em condições favoráveis. Sem conseguir conectar os setores, o Bahia passou a recorrer frequentemente a lançamentos longos, facilitando a recuperação da posse pelo Flamengo.

O resultado dessa dificuldade apareceu nos números. O Bahia terminou o primeiro tempo com apenas 27% de posse de bola, índice muito distante do comportamento habitual da equipe de Rogério Ceni. O treinador reconheceu posteriormente que foi uma das piores apresentações do time na construção ofensiva desde sua chegada ao clube.

Linha defensiva recuada não conteve as chances do Flamengo

Sem conseguir sustentar a posse, o Bahia precisou defender durante longos períodos. Kike Olivera recuou para ajudar na formação de uma linha de cinco jogadores, enquanto Erick Pulga e Alejo Véliz ficaram responsáveis por oferecer alternativas nas transições ofensivas.

A estratégia, porém, apresentou duas limitações. O posicionamento mais baixo reduziu a capacidade de pressionar o adversário e, mesmo com mais jogadores próximos da área, o Bahia não conseguiu impedir as combinações ofensivas do Flamengo. Os visitantes encontraram espaços pelos lados, conseguiram infiltrações e finalizaram repetidamente em boas condições.

Ronaldo foi o principal responsável por manter o placar zerado até o intervalo. O goleiro realizou intervenções importantes diante de Pedro, Carrascal e outros jogadores rubro-negros. Na frente, as arrancadas de Jean Lucas e Kike Olivera produziram algumas chegadas, mas faltaram continuidade e precisão no último passe.

O contraste foi evidente. Enquanto o Flamengo conseguia transformar a circulação de bola em oportunidades, o Bahia dependia de ações isoladas e precisava percorrer grandes distâncias sempre que recuperava a posse.

Pênalti interrompe reação e mudanças não corrigem os problemas

O Bahia iniciou o segundo tempo com maior participação ofensiva, mas não conseguiu transformar esse breve crescimento em controle da partida. Aos 17 minutos, Jorginho abriu o placar em cobrança de pênalti, após Marco Moreno derrubar Carrascal na área.

O gol aumentou as dificuldades de uma equipe que já encontrava problemas para atacar. Na sequência, Plata ampliou de cabeça após cruzamento de Samuel Lino, em jogada que expôs a dificuldade tricolor para proteger o lado oposto da defesa. Lucas Paquetá fechou o placar com uma jogada individual dentro da área.

Rogério Ceni tentou modificar o funcionamento da equipe com as entradas de Caio Alexandre, Ademir e Everton Ribeiro. A intenção era melhorar a distribuição dos passes e acrescentar velocidade às transições, mas as substituições não conseguiram alterar a dinâmica do confronto. Sem aproximação entre os setores e com dificuldades para recuperar a bola, o Bahia continuou oferecendo espaços.

A derrota também evidenciou um problema coletivo. Mesmo quando conseguiu reunir jogadores suficientes para marcar, o Tricolor não executou bem as coberturas e permitiu que o Flamengo criasse situações perigosas. O resultado refletiu tanto a qualidade do adversário quanto a incapacidade do Bahia de ajustar seu posicionamento e recuperar o controle do jogo.

Agora, o Bahia ocupa a sétima colocação, com 49 pontos, e visita o Santos no sábado (24), às 21h, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada, em confronto importante na disputa por vagas na Libertadores. O Flamengo, líder do Brasileirão com 67 pontos, volta a campo na quinta-feira (22), às 21h30, contra o Estudiantes, no Maracanã, pela semifinal da Libertadores.

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