Análise: Pressão alta, Carrascal por dentro e domínio ofensivo explicam goleada do Flamengo sobre o Bahia no Brasileirão

Análise: Pressão alta, Carrascal por dentro e domínio ofensivo explicam goleada do Flamengo sobre o Bahia no Brasileirão

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 19/10/2026 às 09:48

O Flamengo venceu o Bahia por 3 a 0, neste domingo (18), na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, e reassumiu a liderança com 67 pontos. Mais do que o resultado, a equipe de Leonardo Jardim apresentou uma atuação de superioridade coletiva, com pressão na saída adversária, circulação eficiente da bola e variedade na criação de oportunidades. Jorginho, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá marcaram os gols da vitória, todos no segundo tempo.

Pressão na saída do Bahia sustenta o domínio rubro-negro

O Flamengo construiu sua superioridade antes mesmo de abrir o placar. A equipe pressionou a saída de bola do Bahia, dificultou a participação dos meio-campistas adversários e conseguiu recuperar a posse em posições favoráveis ao ataque. Sem tempo para organizar suas jogadas, o time de Rogério Ceni recorreu frequentemente a lançamentos e perdeu a capacidade de controlar o ritmo da partida.

Com a bola, o Flamengo combinou movimentação pelos lados e aproximações pelo centro. Jorginho deu qualidade à construção desde o meio-campo, enquanto Carrascal encontrou espaços entre as linhas de marcação. Pedro participou das combinações ofensivas, e Samuel Lino ofereceu profundidade pela esquerda. Essa variedade dificultou a organização defensiva do Bahia, que não conseguiu concentrar a marcação em apenas um setor.

O placar zerado no intervalo não refletia o volume ofensivo dos visitantes. O goleiro Ronaldo fez intervenções importantes e impediu que o Flamengo transformasse rapidamente o controle territorial em vantagem. Ao longo da partida, o Rubro-Negro acumulou 21 finalizações, sendo 15 na direção do gol.

Carrascal oferece alternativa à ausência de Arrascaeta

Uma das decisões mais relevantes de Leonardo Jardim foi utilizar Carrascal centralizado, na função normalmente ocupada por Arrascaeta. O colombiano respondeu com mobilidade e participação constante na construção das jogadas, oferecendo uma alternativa para conectar o meio-campo aos atacantes.

Essa movimentação teve impacto direto no primeiro gol. Após receber um passe de Pedro, Carrascal avançou e sofreu pênalti cometido por Marco Moreno. Jorginho converteu a cobrança e encerrou a resistência do Bahia, que até então dependia principalmente das defesas de Ronaldo.

O retorno de Jorginho também ajudou a explicar o funcionamento ofensivo do Flamengo. Sua capacidade de encontrar passes verticais e organizar a circulação da bola permitiu que a equipe mantivesse a iniciativa sem depender exclusivamente de jogadas individuais. Mesmo com alguns erros na saída defensiva, o time conseguiu limitar as respostas do Bahia a ataques esporádicos.

Amplitude ofensiva e força do banco ampliam a vantagem

Depois do primeiro gol, o Flamengo passou a encontrar ainda mais espaços. O Bahia precisou sair de sua postura defensiva, mas não conseguiu melhorar a articulação no meio-campo. A equipe carioca aproveitou essa desorganização para acelerar as jogadas e ampliar a diferença.

O segundo gol mostrou a importância da ocupação dos lados. Samuel Lino recebeu pela esquerda e cruzou para Plata, que apareceu na segunda trave para marcar de cabeça. O lance evidenciou como o Flamengo conseguiu atacar a área com jogadores posicionados em diferentes setores.

A entrada de Lucas Paquetá acrescentou outra característica ao ataque. Enquanto Carrascal havia contribuído principalmente para a construção, Paquetá ofereceu presença mais agressiva nas proximidades da área. O meia recebeu de Varela, superou dois marcadores e finalizou de esquerda para estabelecer o 3 a 0.

A atuação mostrou um Flamengo capaz de produzir ofensivamente mesmo sem Arrascaeta e com mudanças na escalação. Depois da dificuldade para criar chances no empate sem gols contra o Estudiantes, pela Libertadores, a equipe voltou a apresentar movimentação, alternativas de passe e volume ofensivo suficiente para sustentar uma vitória expressiva fora de casa.

Com 67 pontos, o Flamengo lidera o Brasileirão, um ponto à frente do Palmeiras. O próximo compromisso será contra o Estudiantes, na quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã, pela volta da semifinal da Libertadores. Pelo Brasileiro, recebe o Atlético-MG na segunda-feira (26), às 20h. O Bahia caiu para a sétima posição, com 49 pontos, e visita o Santos no sábado (24), às 21h, na Vila Belmiro, pela 32ª rodada.

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