Pai de santo no palco e encontro com Gil e Caetano: Jota.pê relembra momentos marcantes em Salvador

Pai de santo no palco e encontro com Gil e Caetano: Jota.pê relembra momentos marcantes em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 16/10/2026 às 16:02

Prestes a se apresentar em Salvador, no dia 23 de outubro, o cantor e compositor Jota.pê falou com exclusividade ao Alô Alô Bahia sobre o carinho pela Bahia, as referências que influenciam sua música e as histórias especiais que coleciona na capital baiana. O artista sobe ao palco do Largo da Tieta, no Pelourinho, com participações especiais da Timbalada e da cantora Cinara, em uma apresentação que promete reunir diferentes sonoridades da música brasileira.

Para Jota.pê, voltar à Bahia é sempre motivo de alegria. Mais do que uma parada na agenda de shows, o estado representa um lugar de identificação e inspiração artística, especialmente pela força de sua tradição musical.

“A Bahia para mim é como minha casa. Dá muita vontade de voltar sempre”, afirmou o cantor. Ele também destacou a influência dos ritmos e da percussão baiana em sua formação musical. “A música baiana tem características percussivas e rítmicas que sempre mexeram muito comigo e me inspiram. Na minha banda mesmo tem um monte de músico baiano”, contou.

Essa conexão ganha um significado especial na apresentação do dia 23, que terá a Timbalada como convidada. Conhecido pela força da percussão e pela mistura de ritmos afro-baianos, o grupo vai dividir o palco com Jota.pê em um encontro que aproxima o repertório do artista da identidade musical de Salvador.

O show integra a turnê Se o Meu Peito Fosse o Mundo, álbum lançado em 2024 que marcou uma fase importante da carreira do cantor. O trabalho conquistou três Grammys Latinos: Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro-Brasileira, Melhor Canção em Língua Portuguesa, por “Ouro Marrom”, e Melhor Engenharia de Gravação.

No repertório, o público poderá reencontrar as músicas que consolidaram essa etapa da carreira do artista, em um trabalho que combina diferentes referências e explora caminhos variados da música brasileira.

Álbuns que inspiraram Jota.pê

Ao falar sobre o processo criativo de seu trabalho, Jota.pê destacou três discos que serviram de referência durante a construção musical: Manga, da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade; Geography, do britânico Tom Misch; e AmarElo, do rapper Emicida.

As escolhas revelam a diversidade de sonoridades que atravessam sua produção, com influências que passam pela música africana, pelo soul e por diferentes vertentes da música brasileira contemporânea.

Entre suas referências permanentes, o artista também cita nomes fundamentais da MPB, como Djavan, Caetano Veloso e Gilberto Gil. A admiração vai além da influência musical: Jota.pê mantém o desejo de dividir o palco com Caetano e Gil, dois artistas cuja obra tem forte ligação com a identidade cultural baiana.

Jota.pê relembra histórias marcantes no Pelourinho

A relação do cantor com Salvador também é construída a partir de experiências que ficaram na memória. Entre seus lugares favoritos na cidade, o Pelourinho ocupa um espaço especial, cenário de encontros e situações que ele guarda com carinho.

Em uma apresentação lotada no Centro Histórico, por exemplo, um pai de santo atravessou a plateia carregando um defumador e o levou até o palco, em um gesto de bênção. O episódio se tornou uma das lembranças mais marcantes de sua passagem pela cidade.

Outra história aconteceu durante o Carnaval, quando uma queda de energia ameaçou interromper o show. O gerador, no entanto, manteve o som funcionando, e a apresentação continuou. “O público ficou enlouquecido e a gente seguiu tocando”, recordou.

Entre os momentos especiais vividos em Salvador, Jota.pê também destacou a primeira visita à casa de Caetano Veloso, quando teve a oportunidade de tocar violão e trocar experiências com Gilberto Gil.

“Toda vez que eu vou, acontece alguma coisa bonita na minha ida ao Pelourinho”, afirmou o artista, resumindo a relação afetiva que mantém com o local.

Projeto Dominguinho

Além da carreira solo, Jota.pê falou sobre a experiência com Dominguinho, projeto musical que reúne o cantor, João Gomes e Mestrinho. A iniciativa conquistou o público com apresentações marcadas pela descontração, pela espontaneidade e pela interação entre os artistas.

“O Dominguinho é de verdade. A gente se diverte muito no palco, brinca muito, e eu acho que o público sente isso e se diverte junto”, afirmou.

Entre as lembranças no Pelourinho, a admiração por grandes nomes da música brasileira e as novas parcerias, Jota.pê se prepara para voltar a Salvador com a expectativa de viver mais um momento especial na cidade.

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