Professor do IFBA é finalista do Prêmio Jabuti com livro sobre racismo na infância

Professor do IFBA é finalista do Prêmio Jabuti com livro sobre racismo na infância

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação

Publicado em 15/10/2026 às 08:56

Radicado na Bahia, o pesquisador, historiador e professor Manuel Alves de Sousa Junior é um dos finalistas do 68º Prêmio Jabuti, uma das mais tradicionais premiações literárias do Brasil. Autor e organizador de 32 livros, ele concorre na categoria Educação com a obra “Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade”, publicada pela Editora Schreiben. Os vencedores serão anunciados no dia 27 de outubro, durante cerimônia na Sala São Paulo, na capital paulista.

Doutor em Educação pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Manuel é professor do Instituto Federal da Bahia (IFBA), no campus de Lauro de Freitas, onde também coordena a Especialização em História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Integrante do Grupo de Pesquisa Identidade e Diferença na Educação, o pesquisador tem 23 de seus 32 livros dedicados à temática racial. Ele também é colunista do Soteroprosa e administra o perfil @debateracialpolitico, voltado a discussões sobre relações raciais e política.

“Estar entre os finalistas do maior prêmio da literatura nacional é uma alegria inenarrável. Estar nesse lugar é o sonho de todo escritor, algo por vezes distante, mas estou aqui ainda sem acreditar. Obrigado a todos e todas que contribuíram para a minha jornada. Essa vitória tem o ‘dedo’ de muita gente”, compartilhou Manuel.

Em “Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade”, o autor destaca a importância de abordar, desde a infância, questões relacionadas às diferenças, à identidade e às relações raciais, considerando a subjetividade de cada criança. A publicação dialoga com sua trajetória acadêmica e com o trabalho desenvolvido para ampliar as discussões sobre questões raciais dentro e fora dos espaços educacionais.

Criado em 1958 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti reconhece obras e profissionais que contribuem para a produção literária, intelectual e cultural brasileira, contemplando diferentes áreas do conhecimento e da produção editorial.

A indicação ocorre em um ano de novas conquistas para Manuel. Em janeiro, ele foi eleito para a Academia de Cultura da Bahia e, mais recentemente, passou a integrar a Academia de Cultura e Artes de Ipitanga, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Em 2026, também participou da Bienal do Livro Bahia e da Bienal do Livro de São Paulo.

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