A Bahia tem quatro municípios entre os dez maiores exportadores do Nordeste, segundo dados da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). De janeiro a setembro de 2026, 415 dos 1.794 municípios nordestinos registraram vendas para o mercado internacional, que somaram US$ 20,6 bilhões.
O ranking regional é liderado por São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, seguido por Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. Também aparecem entre os dez primeiros Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e Jacobina, no norte da Chapada Diamantina. Juntos, os dez municípios com maior volume de exportações movimentaram US$ 11 bilhões no período.
Os dados são da plataforma Data Nordeste, da Sudene, com base em informações do ComexStat, sistema de estatísticas do comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
São Francisco do Conde registrou US$ 2,44 bilhões em exportações até setembro, impulsionado principalmente pela comercialização de óleos de petróleo. Singapura e Panamá estão entre os principais destinos dos produtos. Já Luís Eduardo Magalhães contabilizou US$ 2,24 bilhões em vendas externas, com destaque para produtos do reino vegetal, especialmente soja triturada, além de materiais têxteis. China e Países Baixos estão entre os principais mercados consumidores.
Em Camaçari, as exportações alcançaram US$ 748,7 milhões, puxadas por produtos químicos industriais, pastas de madeira e plásticos. Estados Unidos e China figuram entre os principais parceiros comerciais. Jacobina, conhecida como a Cidade do Ouro, somou US$ 550,2 milhões em vendas internacionais, com o metal precioso entre os destaques e o Canadá como principal destino do ouro produzido na região.
Além das cidades baianas, o ranking reúne municípios com forte presença do agronegócio e da indústria. No Maranhão, São Luís exportou US$ 1,3 bilhão, com destaque para produtos químicos e soja. Balsas, na região do Matopiba, fronteira agrícola que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, registrou US$ 1 bilhão em vendas externas, principalmente de soja triturada e algodão. China e Egito estão entre os principais destinos. Imperatriz, por sua vez, contabilizou US$ 660,6 milhões, com destaque para pastas de madeira e carnes bovinas.
No Ceará, São Gonçalo do Amarante, onde está localizado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, exportou US$ 941,9 milhões, principalmente em metais comuns e minerais. Estados Unidos e México aparecem entre os principais mercados. Em Pernambuco, Goiana registrou US$ 519,7 milhões, impulsionada pela venda de automóveis de passageiros, sobretudo para Argentina e México.
Já Guamaré, no Rio Grande do Norte, somou US$ 519,6 milhões em exportações, com destaque para óleos de petróleo e vendas destinadas ao Panamá.
A pauta de exportações dos municípios nordestinos reúne produtos de diferentes setores, como soja, milho, petróleo e derivados, minerais, metais, produtos químicos, celulose e automóveis, refletindo a diversidade da economia regional. A Sudene ressalta, porém, que as estatísticas municipais de comércio exterior consideram o domicílio fiscal da empresa exportadora ou importadora. Por isso, o município informado na base de dados não corresponde necessariamente ao local onde a mercadoria foi produzida.