Projeto permite que Santas Casas usem licitações do governo para comprar insumos mais baratos

Projeto permite que Santas Casas usem licitações do governo para comprar insumos mais baratos

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 08/10/2026 às 17:12

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados prevê que hospitais filantrópicos e Santas Casas possam utilizar atas de registro de preços da administração pública para comprar medicamentos e outros materiais médicos por valores já negociados pelo governo.

O Projeto de Lei 3339/26 altera a Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/21) e cria um regime simplificado de compras para essas instituições. Na prática, caso um órgão federal ou estadual realize uma grande licitação e consiga preços menores para determinados insumos devido ao volume adquirido, a Santa Casa poderá aderir à mesma ata para fazer suas compras pelo valor negociado.

A proposta também prevê outras modalidades de compras simplificadas, como contratação direta em situações de desabastecimento, emergência hospitalar ou calamidade pública. O texto permite ainda compras compartilhadas entre diferentes entidades filantrópicas e o uso de plataformas públicas para as aquisições.

Para ter acesso às facilidades, as instituições deverão comprovar que destinam pelo menos 60% dos atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), publicar contratos e aquisições em portal eletrônico de transparência e demonstrar que a adesão à ata representa vantagem econômica. Também será necessária autorização prévia do órgão público responsável pela licitação original.

Autor da proposta, o deputado Beto Preto (PSD-PR) afirma que as Santas Casas e demais entidades filantrópicas enfrentam dificuldades para obter preços menores por causa da fragmentação das compras e da menor capacidade de negociação.

Segundo o parlamentar, a medida não criaria gastos para a União, mas permitiria racionalizar os recursos já destinados aos hospitais.
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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