Tempestade solar chega à Terra nesta sexta e pode provocar auroras boreais

Tempestade solar chega à Terra nesta sexta e pode provocar auroras boreais

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 08/10/2026 às 08:58

Uma tempestade solar prevista para chegar à Terra nas primeiras horas desta sexta-feira (9) poderá favorecer a formação de auroras boreais em regiões mais ao sul do que o habitual. O fenômeno, no entanto, não deve ser visível do Brasil.

A atividade começou em 6 de outubro, quando uma poderosa ejeção de massa coronal (CME) foi lançada em direção ao nosso planeta. O evento foi acompanhado por uma labareda solar de classe M1.4, originada na região de manchas solares AR4549, atualmente voltada para a Terra. Segundo especialistas do Solar Influences Data Analysis Center (SIDC), da Bélgica, a CME viaja a cerca de 560 km/s.

O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA (SWPC) emitiu um alerta de tempestade geomagnética entre os níveis G1, considerado menor, e G2, moderado, para 9 de outubro. O modelo WSA-ENLIL, da própria agência, estima que a borda frontal da ejeção possa alcançar a Terra por volta das 2h, no horário de Brasília. O Met Office, do Reino Unido, trabalha com uma possível chegada por volta da 1h, também pelo horário de Brasília, mas com margem de aproximadamente seis horas.

A diferença entre as previsões ocorre porque o momento exato da chegada da CME ainda não pode ser determinado com precisão. Novas observações do Sol e atualizações dos modelos devem ajustar a estimativa ao longo das próximas horas.

Caso a ejeção esteja suficientemente direcionada para a Terra e apresente condições favoráveis de campo magnético, a interação com a magnetosfera poderá intensificar as auroras e fazer com que elas sejam observadas em latitudes mais baixas. Em tempestades de nível G2, correspondentes a um índice Kp 6, o fenômeno já foi registrado em locais como Nova York e Idaho, nos Estados Unidos.

Isso, porém, não significa que a aurora será necessariamente vista nesses pontos. A intensidade e a extensão do fenômeno dependem, entre outros fatores, da orientação do campo magnético carregado pela CME no momento em que ela atingir a Terra. Por isso, as auroras podem ficar restritas a regiões mais ao norte ou avançar ainda mais para o sul.

A previsão de três dias da NOAA indica condições G1 entre meia-noite e 3h da manhã de sexta-feira, com possibilidade de um pico G2 entre 6h e 9h. Os horários ainda podem mudar conforme os especialistas acompanham a trajetória e a velocidade da ejeção.

A atividade do Sol também pode continuar elevada nos próximos dias. Poucas horas depois da erupção M1.4, a região AR4549 produziu outra labareda, desta vez de classe M1.8. As regiões de manchas solares AR4549 e AR4545 seguem voltadas para a Terra e apresentam aumento de atividade. Além disso, buracos coronais na face solar direcionada ao planeta podem liberar novos fluxos de vento solar rápido, com possibilidade de outro período de maior atividade geomagnética por volta de 11 de outubro.

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