O estado de Nova York, nos Estados Unidos, declarou estado de emergência após registrar 108 casos de sarampo em 2026. A maior parte das ocorrências foi identificada em áreas do interior, enquanto a cidade de Nova York confirmou sete casos. A medida busca ampliar as ações de vacinação diante do avanço da doença em comunidades com baixa cobertura vacinal.
A situação também chama atenção em outras partes dos Estados Unidos. Na Pensilvânia, estado vizinho a Nova York, foram registrados 977 casos de sarampo, segundo informações da Reuters citadas pela Agência Brasil.
De acordo com as autoridades de saúde, cerca de 93% das pessoas diagnosticadas nos Estados Unidos não tinham registro de vacinação. A baixa cobertura vacinal e a circulação de informações falsas sobre imunização estão entre os fatores que dificultam o controle da doença.
O cenário é regional. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam mais de 47 mil casos confirmados de sarampo nas Américas em 2026, além de 44 mortes. Estados Unidos, Guatemala, México e Peru concentram aproximadamente 95% das infecções registradas no continente.
Apesar do aumento dos casos em outros países, o Brasil mantém a certificação de país livre da transmissão do sarampo. Ainda assim, o Ministério da Saúde reforçou a vigilância após a identificação de casos importados.
Em setembro, três casos de sarampo foram confirmados em Tabatinga (AM), município localizado na fronteira com o Peru. Os pacientes não tinham histórico comprovado de vacinação. Em São Paulo, foram registrados 32 casos isolados ao longo do ano, sem evidências de transmissão local.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. A declaração de emergência em Nova York tem, entre os objetivos, ampliar a imunização nas áreas mais afetadas e interromper a circulação do vírus.