Lito Sousa deixou um pedido sobre como gostaria de ser lembrado depois da morte. As cinzas do influenciador e especialista em aviação serão divididas entre lugares que tiveram importância em sua trajetória profissional e um local de significado pessoal para a família. A informação foi revelada pela viúva, a empresária Mila Seidl, no último domingo (4), durante uma manifestação de apoio à campanha que propõe mudar o nome do Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Parte das cinzas será destinada ao Aeroporto de Congonhas, onde Lito iniciou sua trajetória profissional na aviação. Outra porção ficará em Guarulhos, terminal onde ele trabalhou durante três décadas e que considerava sua segunda casa. O restante terá um destino reservado, escolhido por representar um vínculo íntimo para Mila e para Malone, filho de 7 anos do casal. Segundo a viúva, Guarulhos também teve importância para o desenvolvimento do projeto “Aviões e Músicas”, que começou a ganhar forma no local.
A relação de Lito com a aviação começou ainda na adolescência. Aos 14 anos, ele entrou na área por meio de um curso técnico da Força Aérea Brasileira. Décadas depois, tornou-se conhecido nas redes sociais pelo conteúdo relacionado ao setor. Antes de morrer, também deixou vídeos gravados para o filho assistir em aniversários futuros, aos 9, 14 e 18 anos, com ensinamentos que considerava importantes.
Lito morreu aos 59 anos na quinta-feira (1º), em São Paulo, após enfrentar uma doença de evolução rápida. O velório ocorreu na sexta-feira (2), na Zona Norte da capital. Na ocasião, Mila contou que a doença de Creutzfeldt-Jakob provocou uma deterioração acelerada das funções cognitivas e motoras e que o estado do marido mudava de um dia para o outro.
O diagnóstico inicial havia sido de câncer de próstata, revelado por Lito em 20 de julho. Durante a internação no Hospital Israelita Albert Einstein, ele passou a apresentar inflamação no sistema nervoso central, dormência no braço esquerdo e perda progressiva dos movimentos. A confirmação da doença de Creutzfeldt-Jakob ocorreu em 21 de agosto.
Após o diagnóstico, seguidores buscaram alternativas de tratamento, incluindo a possibilidade de participação em estudos clínicos nos Estados Unidos. Em 4 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a importação de uma substância experimental para tentar conter a evolução da doença. O estado de saúde de Lito, porém, piorou antes da chegada do medicamento, levando à interrupção do atendimento em home care e ao retorno ao hospital. Em 26 de setembro, Mila relatou que não havia melhora mesmo após ele receber o produto em fase de testes. Lito morreu cinco dias depois, em 1º de outubro.