A votação das Eleições 2026 já foi encerrada em alguns países no exterior, com resultados distintos entre os brasileiros que votaram em Israel e na Palestina. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) venceu em Israel, com 74,4% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, conquistou 93,09% dos votos na Palestina.
Em Israel, Flávio Bolsonaro recebeu 523 votos, seguido por Lula, com 92 votos (13,09%). Renan Santos (Missão) teve 27 votos (3,84%), enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) recebeu 25 votos (3,56%). Ronaldo Caiado (PSD) teve 24 votos (3,41%), Zema (Novo), sete (1%), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi, dois cada (0,28%), e Samara Martins (UP), um voto (0,14%).
Já na Palestina, Lula teve ampla vantagem, com 1.078 votos (93,09%). Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 46 votos (3,97%). Na sequência aparecem Clariana Barão, com nove votos (0,78%); Edmilson Costa (PCB), com sete (0,60%); e Renan Santos, com seis (0,52%).
Também receberam votos na Palestina Zema, Wilson Grassi, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, com dois votos cada (0,17%). Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins tiveram um voto cada (0,09%).
Os resultados ocorrem em meio às diferentes posições manifestadas por Lula e Flávio Bolsonaro em relação ao governo de Israel. O presidente brasileiro tem sido crítico ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e às ações militares do país na Faixa de Gaza e na Cisjordânia durante o conflito com o Hamas.
No mês passado, durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Lula voltou a acusar o governo de Netanyahu de cometer “genocídio” na Faixa de Gaza. Na ocasião, também criticou as ações do Hamas, que classificou como atos terroristas.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, mantém uma postura mais próxima do governo israelense. Em janeiro deste ano, o senador visitou Israel e se encontrou com Netanyahu. O primeiro-ministro israelense declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência nas Eleições 2026.
Os números registrados no exterior fazem parte da votação de brasileiros que vivem fora do país e podem apresentar diferenças significativas de acordo com o local de votação.