Mila Seidl, esposa de Lito Sousa, negou nesta sexta-feira (25) que o marido tenha recuperado parte dos movimentos da mão esquerda após iniciar o uso de um medicamento experimental. A informação começou a circular nas redes sociais, mas foi desmentida pela empresária em conversa com a Quem.
Mila lamentou ainda a necessidade de se manifestar constantemente para corrigir informações falsas sobre o estado de saúde do marido. “Preciso de um tempo. Está demais”, desabafou.
Conhecido pelo canal Aviões e Músicas, Lito Sousa, de 59 anos, foi diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, grave e sem cura, enquanto também enfrentava um tratamento contra o câncer de próstata.
A doença apresenta progressão rápida e pode provocar sintomas como alterações cognitivas, perda de memória, tremores e outros comprometimentos neurológicos. Segundo relatos anteriores de Mila, a mobilidade de Lito foi reduzida.
Lito Sousa está internado na UTI
Lito está atualmente internado em uma UTI, e não mais em regime de home care. Na quinta-feira (24), Mila explicou que as visitas são restritas a ela, às irmãs do marido e a um amigo do casal, Mauro, conforme uma determinação deixada previamente pelo próprio Lito.
“Ele está na UTI. Não tem visita, salvo para mim, para as irmãs deles e o Mauro [amigo do casal], porque o Lito já tinha deixado pré-determinado”, contou.
A empresária também falou sobre o desgaste provocado pela rotina de acompanhamento hospitalar. Segundo ela, o deslocamento diário até o hospital leva cerca de quatro horas.
“Está cansativo esse negócio de ir e voltar todo dia. São quatro horas por dia, eu fico no trânsito. Já são quase três meses, então está bem cansativo”, afirmou Mila, que mora distante da unidade hospitalar onde o marido está internado.
Medicamento experimental para a doença
Lito Sousa é a primeira pessoa a receber o ALN-6457, medicamento experimental destinado à investigação da DCJ. A substância chegou ao Brasil em setembro e recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para uso individual, em caráter excepcional.
O medicamento ainda está em uma etapa anterior ao desenvolvimento clínico específico para a doença e não passou por estudos formais em humanos para tratar a DCJ. Dessa forma, ainda não é possível saber como o organismo de Lito responderá ao tratamento ou quais efeitos poderão ser observados.
A autorização para a importação e utilização da substância foi concedida após uma solicitação do Hospital Israelita Albert Einstein, onde Lito realiza o tratamento. Entre os fatores considerados pela Anvisa estiveram a evolução rápida e grave da doença e a ausência de alternativas terapêuticas disponíveis.
Antes, Mila também havia esclarecido que o acesso ao medicamento não ocorreu por Lito ser uma pessoa conhecida. “Isso não é uma regalia nossa. É um direito de qualquer pessoa que está numa situação semelhante. A dificuldade é que essas informações não são claras”, afirmou.
Até o momento, portanto, não procede a informação de que Lito Sousa tenha recuperado parte dos movimentos da mão esquerda após o uso do medicamento experimental, segundo esclarecimento feito pela própria esposa.