Filha baiana de Jimmy Cliff celebra estreia em ‘Jogada de Risco’ e revela planos após retornar ao Brasil

Filha baiana de Jimmy Cliff celebra estreia em ‘Jogada de Risco’ e revela planos após retornar ao Brasil

Redação Alô Alô Bahia

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Luana Veiga

Jorge Bispo

Publicado em 18/09/2026 às 17:26

Após mais de uma década vivendo entre os Estados Unidos e outros países, Nabiyah Be está de volta ao Brasil. Filha do lendário músico jamaicano Jimmy Cliff, a atriz e cantora baiana retorna ao país em uma nova fase da carreira, dividida entre projetos internacionais e trabalhos no mercado brasileiro.

Conhecida por participações em produções como ‘Pantera Negra’ e ‘Daisy Jones & The Six’, Nabiyah agora faz sua estreia em uma série brasileira. Em ‘Jogada de Risco’, produção original do Globoplay, ela interpreta Alessia, uma poderosa e bem-sucedida agente da FIFA que desembarca no Rio de Janeiro em busca de novos talentos do futebol.

“Confesso que, para uma brasileira um tanto gringa, fazer parte de uma série que toca em uma paixão tão brasileira é bem bacana”, afirmou a atriz em entrevista à Glamour.

A volta ao país acontece em um momento de reconexão com as próprias raízes. Nabiyah conta que hoje mantém uma base no Rio de Janeiro, mas continua com uma rotina nômade por conta dos trabalhos internacionais. Para a artista, estar novamente no Brasil  significa explorar novas possibilidades profissionais e desenvolver projetos que tenham significado pessoal.

“Quero me desenvolver como artista, conhecer novas possibilidades no mercado brasileiro e criar projetos que tenham significado para mim. Depois de tantos anos fora, sinto que existe muita coisa que ainda quero viver e construir aqui”, declarou.

Nabiyah Be relembra reencontro com Salvador

O retorno ao Brasil ganhou um significado ainda mais especial para Nabiyah. Em abril deste ano, ela levou o show de seu primeiro álbum, ‘O Que o Sol Quer’, para Salvador. Foi a primeira vez que apresentou o trabalho autoral na cidade onde nasceu, pouco depois da morte de seu pai.

“Achei super simbólico”, relembrou.

A relação com a Bahia e com suas origens também aparece na forma como a artista enxerga a própria trajetória. Depois de anos construindo uma carreira no exterior, ela afirma que a maturidade trouxe uma nova percepção sobre sua identidade.

“Sinto que voltar para lugares de origem quando se é adulta sempre causa um certo reajuste. Eu fui uma baiana, por exemplo, que foi viver uma conexão mais profunda com a terra natal no final da adolescência e quando já havia partido para NY. Então a maturidade nos ajuda a reconhecer mais da nossa base”, explicou.

Nabiyah Be fala sobre legado do pai

Ser filha de Jimmy Cliff, um dos maiores nomes da música jamaicana, também teve impacto na trajetória artística de Nabiyah. Segundo ela, por muito tempo existiu uma necessidade de construir o próprio caminho sem recorrer ao sobrenome do pai.

“Eu me mudei para Nova York e comecei a fazer um nome no circuito de teatro sem nunca mencioná-lo. Era uma certa rebeldia minha, querer ter a certeza de que a minha contratação era resultado do meu talento e estudo”, afirmou.

Com o passar dos anos, porém, Nabiyah diz ter encontrado uma maneira mais leve de lidar com o legado familiar.

“Meu primeiro álbum ‘O Que o Sol Quer’ é muito fruto do meu processo de individuação da lenda, da família. Foi um movimento importante para que eu hoje fosse mais madura, pudesse voltar e clamar o meu lugar como continuação desse legado com mais leveza, alegria e prazer”, declarou.

A artista também guarda lembranças da relação com o pai longe dos palcos. Quando Jimmy Cliff morava com a família em Salvador, segundo ela, ele gostava de participar da rotina dos filhos e de levá-los para conhecer diferentes lugares.

“Meu pai, quando morava conosco em Salvador, adorava ser o pai que levava e trazia da escola, brincava nas horas vagas e fazia aventuras para fazendas, florestas e cerrados brasileiros”, contou.

Sobre os ensinamentos deixados pelo músico, Nabiyah destacou um conselho que continua presente em sua vida: fazer o melhor possível em tudo.

“Ele sempre me encorajou a fazer o meu melhor em absolutamente tudo. E, no final da vida dele, me incentivou a aprender com os próprios erros dele. E que cara valente, viu? Ele foi um leão até o fim”, afirmou.

Nabiyah Be prepara segundo álbum

Além da atuação, Nabiyah também já trabalha na construção de seu segundo álbum. A artista explica que, por serem projetos autorais, prefere respeitar o tempo necessário para cada etapa do processo criativo.

No novo trabalho, o reggae — gênero tão associado à trajetória de Jimmy Cliff — começou a aparecer naturalmente em suas composições.

“No projeto anterior, ‘O Que o Sol Quer’, eu não me aventurei no reggae. Naquele momento sentia que a minha verdade e a narrativa da obra cabiam naqueles gêneros que explorei ali. Mas não demorou muito para o reggae naturalmente ir acontecendo nas minhas composições”, contou.

Para ela, a atual fase entre Rio, Bahia, Nova York, Los Angeles e Jamaica tem servido de combustível para a criação.

“Acho que esse tempo de volta ao Brasil, essa vida muito mais lá e cá, vem trazendo frutos musicais muito ricos. Estou animada para o que meu segundo álbum pode movimentar”, revelou.

Atriz também terá projetos no cinema brasileiro

A estreia em ‘Jogada de Risco’ não será o único trabalho de Nabiyah Be no audiovisual brasileiro. A atriz também concluiu recentemente dois projetos, incluindo uma produção da Netflix Brasil e o longa ‘Viver é Melhor que Sonhar’, dirigido por Eduardo Albergaria.

O filme conta parte da trajetória do cantor e compositor cearense Belchior.

“Estarei bastante presente nas telas nacionais assim como nas internacionais. Histórias e personagens sobre as trajetórias heroicas do cotidiano brasileiro, do povo trabalhador, me comovem muito. Sinto que vim para o Brasil para também me aproximar dessas narrativas”, afirmou.

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