Portos da Bahia devem receber 179 mil passageiros na temporada de cruzeiros

Portos da Bahia devem receber 179 mil passageiros na temporada de cruzeiros

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação

Publicado em 16/09/2026 às 12:30

Os portos brasileiros começam, em outubro, a receber os navios da temporada de cruzeiros marítimos 2026/2027. Ao todo, estão previstos oito navios, 187 roteiros e 675 escalas, com oferta de mais de 831 mil leitos, um aumento de 24% em relação ao ciclo anterior, segundo dados do Ministério do Turismo.

Na Bahia, a expectativa da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) é receber cerca de 179 mil passageiros nos portos de Salvador e Ilhéus ao longo da temporada. Em Salvador, a programação começa em 7 de outubro, com a chegada do World Odyssey. Já o Porto de Ilhéus terá sua primeira escala em 10 de novembro, com a chegada do AIDAsol.

A movimentação faz parte de uma temporada que terá operações em diferentes portos brasileiros. Em Santos (SP), por exemplo, a primeira atracação está prevista para 20 de outubro, com o Buenavista, da Corazul Cruzeiros. Com capacidade para aproximadamente 2 mil passageiros, o navio fará sua primeira saída comercial em 23 de outubro.

Na temporada 2025/2026, realizada entre outubro e abril, sete navios operaram cruzeiros de cabotagem no Brasil, com 602.864 cruzeiristas embarcados. O número representou uma redução de aproximadamente 28% em relação ao ciclo anterior, segundo o estudo Cruzeiros Marítimos – Estudo de Perfil e Impactos Econômicos no Brasil, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a CLIA Brasil.

Além dos navios de cabotagem, 21 embarcações de roteiros internacionais fizeram escalas no país. Juntas, elas passaram por 35 destinos brasileiros e registraram 293.596 visitas de passageiros e 139.108 de tripulantes.

O estudo estima que a operação de cabotagem movimentou R$ 4,28 bilhões na temporada 2025/2026. Desse total, cerca de R$ 2,28 bilhões foram gastos pelas armadoras com operação e logística, enquanto R$ 2 bilhões corresponderam aos gastos de passageiros e tripulantes nas cidades de embarque, desembarque e trânsito. A atividade também esteve associada a mais de 64,5 mil postos de trabalho e à arrecadação de R$ 166,3 milhões em tributos.

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