O El Niño pode atingir uma intensidade histórica durante a primavera de 2026, com mais de 90% de probabilidade de o fenômeno alcançar níveis muito fortes. Segundo as projeções mais recentes da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há ainda 75% de chance de que o episódio seja o mais intenso registrado desde 1950 entre outubro e dezembro deste ano.
A partir de 22 de setembro, com o início da primavera, os efeitos do fenômeno podem alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil. Enquanto algumas áreas podem registrar precipitações acima da média, outras devem enfrentar uma intensificação do período de seca.
De acordo com a atualização de agosto do NOAA/CPC, as anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Leste já ultrapassaram 3°C. O dado, combinado com outros índices utilizados para acompanhar o fenômeno, aponta para uma intensificação contínua do El Niño até o fim do ano.
O El Niño faz parte do El Niño–Oscilação Sul (ENOS), fenômeno natural relacionado à interação entre o oceano e a atmosfera no Pacífico Equatorial. O ciclo possui três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento; e neutralidade. Essas fases se alternam de forma irregular e podem influenciar os padrões de temperatura e precipitação em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.
As projeções climáticas são atualizadas regularmente conforme novas informações sobre as condições do oceano e da atmosfera são incorporadas aos modelos. Por isso, a intensidade e as probabilidades previstas para o El Niño podem sofrer alterações nos próximos meses.