Esposa de Lito Sousa atualiza estado de saúde após tratamento experimental

Esposa de Lito Sousa atualiza estado de saúde após tratamento experimental

Redação Alô Alô Bahia

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reprodução/Instagram

Publicado em 15/09/2026 às 10:35

A esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, atualizou o estado de saúde do marido após ele receber a substância experimental ALN-6457, utilizada de forma compassiva como tentativa de tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Em vídeo publicado na noite desta segunda-feira (14), Mila contou que Lito já estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a complicações antes de receber o produto. A aplicação foi realizada no fim de semana e, segundo ela, Lito não apresentou reação à substância, um dos riscos considerados pela equipe médica por se tratar de um composto que ainda não passou por testes clínicos em humanos.

Lito permanece internado na UTI e ainda não há previsão de alta da unidade. A expectativa, de acordo com Mila, é que novos exames realizados em cerca de seis semanas possam indicar se houve alguma mudança no quadro após a aplicação.

A ALN-6457 é uma substância experimental desenvolvida em uma parceria entre as farmacêuticas Regeneron e Alnylam Pharmaceuticals. Ainda há poucas informações públicas sobre o composto, já que ele não passou pelas etapas de testes clínicos necessárias para avaliar sua segurança e eficácia em humanos.

O objetivo da pesquisa é reduzir a produção da proteína priônica no cérebro. Na doença de Creutzfeldt-Jakob, essa proteína assume uma forma anormal e desencadeia danos progressivos ao sistema nervoso central.

Experimentos iniciais indicaram redução do RNA mensageiro relacionado à produção da proteína priônica no cérebro de camundongos. Os resultados, no entanto, não permitem concluir que a ALN-6457 seja capaz de interromper ou modificar a evolução da doença em seres humanos.

No caso de Lito, o acesso ocorreu por meio do chamado uso compassivo, mecanismo que permite que pacientes com doenças graves, debilitantes ou potencialmente fatais tenham acesso a medicamentos ou produtos experimentais ainda sem registro sanitário quando não existem alternativas terapêuticas eficazes disponíveis.

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