A mansão mais cara do Brasil está prestes a desaparecer, mas antes de ser demolida, parte de seu luxuoso acervo pode ganhar novos donos. A propriedade anunciada por R$ 220 milhões, no Jardim Pernambuco, no Leblon, no Rio de Janeiro, está com itens disponíveis em um leilão on-line que reúne 1.681 peças da antiga residência.
A última rodada de lances acontece nesta segunda-feira (14), reunindo desde elementos arquitetônicos da casa até objetos do dia a dia. Entre os itens disponíveis estão portas, janelas, gradis, corrimãos, luminárias, peças de banheiro e equipamentos que faziam parte da estrutura da mansão.
O leilão acontece antes da demolição do imóvel, que dará lugar ao Estância Pernambuco, condomínio fechado de altíssimo padrão com apenas dez casas.
Portão da mansão tem lance inicial de R$ 30 mil
Entre as peças que chamam atenção no leilão está o portão de ferro da entrada principal da mansão, com lance mínimo de R$ 30 mil.
Outro destaque é o corrimão de ferro da escadaria principal, que tem lance inicial de R$ 2.200. A peça possui detalhes que ajudam a revelar o estilo sofisticado da antiga residência.
Também está disponível um conjunto com 11 portas e janelas do segundo andar, avaliado em R$ 8 mil.
Para quem busca itens menores, o leilão oferece um par de luminárias por R$ 320 e um armário de banheiro com lance inicial de R$ 100. Já um conjunto de vasos sanitários e bidês está disponível por R$ 1 mil.
E há até uma opção para quem quer levar apenas uma lembrança da propriedade. Uma fotografia da casa durante o processo de demolição, modificada com inteligência artificial, pode ser adquirida por R$ 1.
Acervo preserva detalhes da mansão milionária
O leilão reúne parte dos elementos que permaneceram na propriedade depois de quatro meses de desmontagem. Antes disso, os antigos proprietários retiraram móveis, obras de arte, mais de 70 janelas, pisos e o sistema de refrigeração, entre outros itens.
Entre as peças disponibilizadas estão ainda mais de 50 portas e janelas, postes de ferro fundido, gradis, corrimãos e luminárias.
Um dos destaques do acervo são as peças de madeira e os acabamentos da antiga residência. A mansão tinha aproximadamente mil metros quadrados de piso de tábua corrida em peroba-rosa, uma madeira nobre.
Mansão de R$ 220 milhões será demolida
A antiga residência, construída em 1986 pela família Amaral, ex-proprietária da rede de supermercados Disco, ficou conhecida por seu tamanho e pelo alto valor de venda. A casa tinha arquitetura inspirada no estilo inglês e ocupava cerca de 4 mil metros quadrados.
A propriedade contava com seis suítes, 18 banheiros, 15 vagas de garagem, biblioteca, estúdio de música, sala de reuniões, salas de estar e jantar, sauna, churrasqueira e piscina semiolímpica. Havia ainda uma casa de bonecas e um anexo destinado a aproximadamente 40 funcionários.
O imóvel ficou durante seis anos no centro de negociações entre os proprietários e a incorporadora Mozak. Depois da retirada dos objetos e estruturas, a demolição terá início para dar espaço ao novo empreendimento.
Novo condomínio terá dez casas
No terreno será construído o Estância Pernambuco, projeto de altíssimo padrão com apenas dez residências. Sete unidades já foram vendidas, com negociações entre R$ 24 milhões e R$ 42 milhões.
As três casas restantes terão terrenos de 900 m² a 1.800 m², dimensões consideradas raras no Jardim Pernambuco, onde muitos lotes têm cerca de 500 m² e ficam em áreas inclinadas.
O novo condomínio terá quadra de beach tennis, campo de futebol, parquinho infantil, academia e espaço para caminhada, além de estrutura reforçada de segurança.
Todas as casas terão vista para o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o mar do Leblon. Os projetos serão personalizados e assinados pelo arquiteto Thiago Bernardes.