Antes de demolição, mansão mais cara do Brasil faz leilão de acervo com mais de 1,6 mil peças

Antes de demolição, mansão mais cara do Brasil faz leilão de acervo com mais de 1,6 mil peças

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Divulgação

Publicado em 13/09/2026 às 18:58

A mansão mais cara do Brasil está prestes a desaparecer, mas antes de ser demolida, parte de seu luxuoso acervo pode ganhar novos donos. A propriedade anunciada por R$ 220 milhões, no Jardim Pernambuco, no Leblon, no Rio de Janeiro, está com itens disponíveis em um leilão on-line que reúne 1.681 peças da antiga residência.

A última rodada de lances acontece nesta segunda-feira (14), reunindo desde elementos arquitetônicos da casa até objetos do dia a dia. Entre os itens disponíveis estão portas, janelas, gradis, corrimãos, luminárias, peças de banheiro e equipamentos que faziam parte da estrutura da mansão.

O leilão acontece antes da demolição do imóvel, que dará lugar ao Estância Pernambuco, condomínio fechado de altíssimo padrão com apenas dez casas.

Portão da mansão tem lance inicial de R$ 30 mil

Entre as peças que chamam atenção no leilão está o portão de ferro da entrada principal da mansão, com lance mínimo de R$ 30 mil.

Outro destaque é o corrimão de ferro da escadaria principal, que tem lance inicial de R$ 2.200. A peça possui detalhes que ajudam a revelar o estilo sofisticado da antiga residência.

Também está disponível um conjunto com 11 portas e janelas do segundo andar, avaliado em R$ 8 mil.

Para quem busca itens menores, o leilão oferece um par de luminárias por R$ 320 e um armário de banheiro com lance inicial de R$ 100. Já um conjunto de vasos sanitários e bidês está disponível por R$ 1 mil.

E há até uma opção para quem quer levar apenas uma lembrança da propriedade. Uma fotografia da casa durante o processo de demolição, modificada com inteligência artificial, pode ser adquirida por R$ 1.

Acervo preserva detalhes da mansão milionária

O leilão reúne parte dos elementos que permaneceram na propriedade depois de quatro meses de desmontagem. Antes disso, os antigos proprietários retiraram móveis, obras de arte, mais de 70 janelas, pisos e o sistema de refrigeração, entre outros itens.

Entre as peças disponibilizadas estão ainda mais de 50 portas e janelas, postes de ferro fundido, gradis, corrimãos e luminárias.

Um dos destaques do acervo são as peças de madeira e os acabamentos da antiga residência. A mansão tinha aproximadamente mil metros quadrados de piso de tábua corrida em peroba-rosa, uma madeira nobre.

Mansão de R$ 220 milhões será demolida

A antiga residência, construída em 1986 pela família Amaral, ex-proprietária da rede de supermercados Disco, ficou conhecida por seu tamanho e pelo alto valor de venda. A casa tinha arquitetura inspirada no estilo inglês e ocupava cerca de 4 mil metros quadrados.

A propriedade contava com seis suítes, 18 banheiros, 15 vagas de garagem, biblioteca, estúdio de música, sala de reuniões, salas de estar e jantar, sauna, churrasqueira e piscina semiolímpica. Havia ainda uma casa de bonecas e um anexo destinado a aproximadamente 40 funcionários.

O imóvel ficou durante seis anos no centro de negociações entre os proprietários e a incorporadora Mozak. Depois da retirada dos objetos e estruturas, a demolição terá início para dar espaço ao novo empreendimento.

Novo condomínio terá dez casas

No terreno será construído o Estância Pernambuco, projeto de altíssimo padrão com apenas dez residências. Sete unidades já foram vendidas, com negociações entre R$ 24 milhões e R$ 42 milhões.

As três casas restantes terão terrenos de 900 m² a 1.800 m², dimensões consideradas raras no Jardim Pernambuco, onde muitos lotes têm cerca de 500 m² e ficam em áreas inclinadas.

O novo condomínio terá quadra de beach tennis, campo de futebol, parquinho infantil, academia e espaço para caminhada, além de estrutura reforçada de segurança.

Todas as casas terão vista para o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o mar do Leblon. Os projetos serão personalizados e assinados pelo arquiteto Thiago Bernardes.

 

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