Bebê que recebeu transplante de fígado do próprio pai recebe alta da UTI em São Paulo

Bebê que recebeu transplante de fígado do próprio pai recebe alta da UTI em São Paulo

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 09/09/2026 às 12:59

Isaac, de apenas 5 meses, deixou a UTI após passar por um transplante de fígado no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Parte do órgão transplantado foi doada pelo próprio pai. A cirurgia aconteceu em 19 de agosto e, agora, o bebê continua a recuperação na enfermaria.

O menino nasceu com atresia de vias biliares, uma doença rara que causa a obstrução progressiva dos canais que transportam a bile do fígado até o intestino. Sem tratamento, a condição pode provocar danos graves ao fígado e está entre as principais causas de transplante hepático na infância.

O procedimento durou aproximadamente 10 horas e exigiu cuidados específicos devido ao tamanho e à idade do paciente. Poucos dias depois da cirurgia, a mãe de Isaac já percebeu mudanças no filho, segundo reportagem do Jornal da Record.

Parte do fígado foi doada pelo pai

O pai de Isaac foi o doador vivo no transplante. Uma parte de seu fígado foi retirada e implantada no bebê. A possibilidade desse tipo de procedimento está relacionada à capacidade de regeneração do órgão. De acordo com o Ministério da Saúde, uma pessoa viva pode doar parte do fígado justamente porque o órgão consegue se regenerar.

A cirurgia exigiu cuidados ainda maiores no caso de Isaac, que tinha apenas cinco meses. Desde a retirada do fragmento do fígado do pai até o implante no bebê, as etapas do procedimento precisaram considerar as dimensões da criança.

Atresia de vias biliares pode levar ao transplante

A atresia de vias biliares se manifesta em recém-nascidos e impede a passagem normal da bile para fora do fígado. Com a obstrução, o líquido se acumula no órgão e pode provocar lesões progressivas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a doença é a causa mais comum de transplante de fígado em crianças. O tratamento inicialmente pode incluir uma cirurgia para tentar restabelecer o fluxo da bile, mas parte dos pacientes evolui com comprometimento hepático e pode precisar de um transplante.

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