Terror psicológico em alta na Netflix acompanha mãe diante do comportamento estranho da filha

Terror psicológico em alta na Netflix acompanha mãe diante do comportamento estranho da filha

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 06/09/2026 às 13:09

Foge, Coelho voltou a chamar atenção na Netflix ao combinar terror psicológico, drama familiar e uma atmosfera cada vez mais inquietante. O longa australiano de 2023, dirigido por Daina Reid e escrito por Hannah Kent, aposta menos em sustos fáceis e mais em desconforto, culpa e lembranças difíceis de explicar.

Sarah Snook interpreta Sarah, uma médica especialista em fertilidade e mãe de Mia, vivida por Lily LaTorre. A rotina das duas começa a mudar quando a menina passa a demonstrar comportamentos estranhos e a falar sobre memórias que parecem não pertencer à sua própria vida.

A partir daí, a história coloca a relação entre mãe e filha no centro do suspense. Sarah tenta buscar explicações racionais, mas o comportamento de Mia acaba trazendo à tona questões familiares que ela preferia manter enterradas, criando uma tensão que cresce sem depender de grandes revelações a cada cena.

Sarah Snook carrega boa parte do filme com uma atuação marcada por exaustão, medo e resistência. Lily LaTorre também se destaca ao construir uma presença ao mesmo tempo infantil e perturbadora, enquanto Damon Herriman e Greta Scacchi ajudam a ampliar o peso dos conflitos familiares ao redor da protagonista.

O ritmo é mais lento e pode exigir paciência de quem espera um terror tradicional. Em vez de uma sequência constante de sustos, o filme investe em silêncio, ambientes isolados e situações ambíguas, criando uma sensação de ameaça que acompanha a protagonista mesmo nos momentos aparentemente comuns.

É uma boa opção para quem gosta de histórias de terror psicológico sobre famílias, traumas e acontecimentos que desafiam uma explicação simples. Fãs de produções como O Babadook ou Relíquia Macabra podem encontrar aqui uma proposta semelhante, embora o filme seja mais contido e menos interessado em respostas imediatas.

Com cerca de 1h40, o longa funciona melhor para quem prefere suspense atmosférico a terror acelerado. A combinação entre Sarah Snook, uma relação familiar fragilizada e um mistério que se torna cada vez mais desconfortável explica por que o título voltou a ganhar espaço entre os filmes mais vistos da Netflix no Brasil.

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