A extensão do metrô de Salvador entre a Lapa e o Campo Grande avançou mais uma etapa nesta sexta-feira (4). O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) autorizou uma nova intervenção ambiental necessária à execução do projeto. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 35.276, publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia.
Concedida à Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a autorização tem validade de dois anos e permite a supressão de vegetação nativa e o manejo de fauna nas áreas que serão impactadas pelas intervenções previstas para o novo trecho.
Ao todo, a supressão autorizada corresponde a 0,258 hectare, o equivalente a cerca de 2.580 m², com estimativa de 29,45 m³ de material lenhoso. O documento também prevê ações de salvamento e resgate de animais silvestres que eventualmente sejam encontrados durante as intervenções.
Entre as condicionantes estabelecidas pelo Inema está a obrigação de a CTB apresentar ao órgão ambiental, com pelo menos 45 dias de antecedência, o cronograma das atividades de supressão vegetal.
A autorização representa mais uma etapa do processo de implantação do Tramo IV da Linha 1 do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, que terá aproximadamente 1,1 quilômetro de extensão e será totalmente subterrâneo. O trecho fará a ligação entre a Estação da Lapa e o Campo Grande, passando pela região da Avenida Joana Angélica e do Politeama.
A obra foi autorizada em abril deste ano e integra os investimentos do Novo PAC, com participação do Governo da Bahia. O projeto prevê a construção de uma nova estação no Campo Grande, ampliando a conexão do sistema metroviário com áreas como Canela, Politeama e o próprio Campo Grande.
A execução tem prazo estimado em cerca de 40 meses, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2029. A futura estação deverá receber aproximadamente 11,5 mil a 12 mil passageiros por dia.
A nova autorização ambiental se soma a outras medidas já adotadas para viabilizar o empreendimento. Em maio, o Inema havia autorizado intervenções relacionadas a estruturas como poços subterrâneos de ventilação, canteiros de apoio e usinas de concreto, além de intervenções urbanísticas e paisagísticas necessárias ao projeto.