MC Guimê anunciou uma mudança no rumo de sua carreira musical. Conhecido por sucessos como “Plaque de 100”, “Na pista eu arraso” e “País do futebol”, o cantor, que construiu sua trajetória no funk, revelou nas redes sociais que pretende se dedicar ao segmento gospel. Segundo ele, a decisão está ligada a um antigo sonho de cantar exclusivamente para Deus.
“Sei que, através do meu testemunho, da minha história, muitas pessoas serão tocadas, muitas almas serão transformadas. Eu creio nisso (…). A cada passo dado em direção ao meu propósito, eu já não estarei no mesmo lugar e estarei mais próximo da profecia se cumprir. Tenho um sonho grandioso no meu coração de cantar somente para Deus e eu sei que esse dia vai chegar”, afirmou.
A mudança começou a ganhar forma no início da semana, quando Guimê publicou um vídeo cantando o louvor “Nada mais”. A apresentação repercutiu entre os seguidores e recebeu elogios. Depois da publicação, o artista voltou ao Instagram para explicar o motivo que o levou a gravar a música. “Como puderam ver, eu gravei um vídeo cantando um louvor. Esse louvor já faz tempo que arde a chama do Espírito Santo no meu coração e, através de uma atitude guiada pelo Espírito Santo, eu decidi ir ao estúdio, gravar e postar nas redes sociais”, contou.
Guimê também destacou a felicidade ao receber relatos de pessoas que, segundo ele, se emocionaram ao ouvir a canção. Mesmo com a decisão de seguir outro gênero musical, o cantor fez questão de reconhecer a importância do funk em sua história.
O artista afirmou que o gênero permitiu que ele realizasse sonhos, conhecesse pessoas que admirava e transformasse vidas. Guimê também defendeu o funk diante do preconceito que o movimento enfrenta e ressaltou a oportunidade que o ritmo pode representar para jovens da periferia. “Você que julga o movimento, pense que, independentemente das letras e das pessoas que às vezes não servem como referência, assim como em todos os outros movimentos, o funk, assim como salvou a minha vida, salvou e salva milhares de jovens todos os dias. Ao invés de irem para o caminho errado, mostrou uma oportunidade para o jovem da periferia acreditar na arte, no trabalho digno, correr atrás e se esforçar para fazer o jogo virar. Eu sou um exemplo disso.”